Economia

Renovação da frota deve depender de dinheiro do governo, diz Anfavea

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O setor nunca pediu dinheiro ao governo para ajudar nas suas vendas e apresentou uma explicação diferente para as desonerações dos últimos anos – foto – divulgação.

O programa de renovação da frota brasileira de veículos apresentado recentemente pelo setor deve depender de dinheiro do governo para sair do papel, de acordo com o presidente da Anfavea (associação que representa as montadoras de veículos), Luiz Moan.

O executivo esteve reunido nesta segunda-feira (11) com os ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Valdir Simão (Planejamento) e tratou deste e de outros assuntos relacionados ao setor.

A proposta de renovação foi entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior pela Anfavea e outras 18 entidades do setor em dezembro. A entidade pediu a Barbosa e Simão que também participem das conversas.

A ideia é que veículos com mais de 20 anos de uso possam ser trocados por uma carta de crédito para compra de um novo automóvel ou caminhão, por exemplo. Como esses bens têm valor muito baixo, em geral, as concessionárias não os aceitam como crédito na compra de outro. Por isso, são necessários recursos para bancar o programa.

Moan afirmou que há muitas opções para formar esse fundo e que recursos estatais ou da venda das carcaças espalhadas hoje pelo país estão entre elas. Indicou, no entanto, que a medida depende do governo para sair do papel.

“O governo tem de analisar se esse programa gera vendas incrementais de veículos. Se gerar vendas incrementais, estaremos gerando tributos adicionais. Nesse caso, há uma chance melhor de criar um funding [fundo] para esse programa”, afirmou.

Na semana passada, a Fenabrave, que reúne as distribuidoras de veículos no Brasil, afirmou que o fundo para garantir o crédito destinado à renovação da frota seria criado sem recursos do governo.

O presidente da Anfavea disse que o setor nunca pediu dinheiro ao governo para ajudar nas suas vendas e apresentou uma explicação diferente para as desonerações dos últimos anos.

“Nós nunca pedimos subsídio estatal. Quando tivemos o famoso programa de redução do IPI, eu não acho que foi um programa de desoneração. Na verdade foi um programa de ajuste temporário da mais alta carga tributária sobre veículos do mundo”, afirmou.

 

Por Agencia Brasil

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