Política

Renan interrompe sessão de votação do impeachment; retorno será às 13h30

O presidente do Senado, Renan Calheiros, preside sessão plenária para decidir sobre a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff - foto: Antonio Cruz/ABr

O presidente do Senado, Renan Calheiros, preside sessão plenária para decidir sobre a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff – foto: Antonio Cruz/ABr

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PSDB-AL), interrompe sessão de votação do parecer pela admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. A sessão será retomada às 13h30.

A sessão começou por volta das 10h, com uma hora de atraso. Conforme informado por Renan, a sessão será dividida em blocos. Após a retomada às 13h30, deverão ser interrompida novamente às 18h e retomada às 19h até o final da votação.

Até o momento, cinco senadores já discursaram na sessão que irá decidir se abre processo de impeachment contra Dilma e a presidenta será afastada do cargo por 180 dias. Ao todo, 68 senadores se inscreveram e terão 15 minutos para se manifestarem no plenário. Caso todos utilizem o tempo máximo, essa etapa, durará mais de 17 horas.

Inicialmente, a ideia do presidente do Senado era alternar as falas dos 68 senadores inscritos, favoráveis e contrários ao impeachment, mas Renan está seguindo a lista de inscrição.

A primeira senadora inscrita para falar foi Ana Amélia (PP-RS). Ela destacou que o Senado está escrevendo uma página na história da política brasileira e que o dia exige paciência, serenidade e responsabilidade. A gaúcha lembrou que, a partir de agora, o Senado é um tribunal político e disse que mesmo os senadores favoráveis ao afastamento de Dilma Rousseff não sente nenhuma alegria ou satisfação em fazer isso, “mesmo sabendo da cobrança da sociedade, que tem pressa”.

Relator e defesa

Após a manifestação dos senadores, o relator do parecer sobre o processo de impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG) falará também por 15 minutos e depois o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma. Anastasia é favorável a admissibilidade do processo.

Orientação de bancada

Os líderes partidários não farão o tradicional encaminhamento de votações por se tratar de um julgamento, e não da aprovação de propostas.

Votação

Os senadores votarão no painel eletrônico do Senado e não vão justificar o voto, nem falarão antes de votar. Cada senador pode votar sim, não ou se abster. Após a conclusão da votação, o painel será aberto e o resultado anunciado.

Afastamento

Se os senadores decidirem pela admissibilida do processo de impeachment da presidenta, Dilma Rousseff deverá ser afastada por 180 dias. O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessário o voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado só vota em caso de empate.

Por Agência Brasil

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