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Relato que acusa EUA de mentir sobre Bin Laden é ‘falso’, diz governo

A Casa Branca chamou de “sem fundamento” e “completamente falso” o relato publicado pelo veterano jornalista Seymour Hersh na ‘London Review of Books’ no último fim de semana, segundo o qual os EUA e o governo do Paquistão colaboraram na ação que matou o terrorista Osama Bin Laden em 2011.


Ganhador do Prêmio Pulitzer pela revelação do massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã, em 1968, Hersh, 78, afirma que Bin Laden foi mantido prisioneiro secretamente pelo governo paquistanês, que teria ajudado os EUA a “encenar” a invasão à casa em Abbotabad onde o terrorista estava abrigado.

Desde a divulgação da morte de Bin Laden, em 2 de maio de 2011, a Casa Branca sustenta que se tratou de operação unilateral, sem o conhecimento do Paquistão. A reportagem alega que a gestão de Barack Obama mentiu ao público sobre a ação.

Josh Earnest, porta-voz do governo dos EUA, disse nesta segunda-feira (11) que o relato de Hersh é “repleto de imprecisões e informações totalmente falsas”.

O porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, Ned Price, afirmou à rede CNN que o texto tem “tantas alegações infundadas” que seria impossível verificar uma a uma.

“Como dissemos na época, o conhecimento da operação ficou restrito a um círculo muito pequeno de altos funcionários do governo dos EUA. O Paquistão só foi notificado depois do ataque. O país é nosso parceiro na luta contra o terror, mas a ação foi toda dos EUA”, disse Price.

Hersh afirmou ter baseado seu texto em entrevistas com um general paquistanês aposentado, que trabalhava no serviço de inteligência do país asiático, e com uma série de fontes não reveladas nos EUA e no Paquistão.

Por Folhapress

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