Cultura

Reitoria da Ufam informa que paralisou orquestra para reformulação

Ufam afirma que o grupo de música apenas sofrerá mudanças em seu modelo- foto: Ione Moreno

Ufam afirma que o grupo de música apenas sofrerá mudanças em seu modelo- foto: Ione Moreno

A Orquestra Sinfônica Vozes da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) não foi extinta, segundo informou a reitoria da instituição. Em nota, a Ufam atribui como justificativa para as informações propagadas pela internet durante a última semana, sobre o fim do grupo, o fato de que as atividades da orquestra foram paralisadas para uma restruturação. A orquestra faz parte do Programa de Extensão do Centro de Artes da Ufam (Caua), que prepara edital para selecionar novos músicos instrumentistas.

Divulgada nas redes sociais, a informação sobre o fim da orquestra gerou mal-estar na comunidade universitária. Até mesmo o maestro Adelson Santos, que dirige o grupo, publicou carta comunicando seu afastamento das funções. No documento, ele informa que a saída foi pessoal. “Por razões de ordem pessoal, me ausento das funções de maestro, arranjador, diretor musical e artístico da Orquestra Vozes da Ufam, de acordo com a declaração em documento de 22 de maio de 2015, emitida pela magnífica Reitora Márcia Perales. A propósito, acho que a Orquestra Vozes da Ufam, em 8 anos de atividades, desde suas origens até o atual estágio, nunca precisou de dois diretores”, escreveu o maestro, referindo-se a Paulo Simonetti, diretor do Caua, a quem a ‘Vozes’ foi vinculada.

Na carta, Adelson Santos diz que as relações administrativas entre os membros envolvidos poderiam ter sido diferentes. Cita que um dos equipamentos de som, emprestado ao Caua desde setembro de 2015, não foi devolvido. “Acho que nossas relações administrativas poderiam ter tido um desfecho mais respeitoso, mais educado e, principalmente, mais elegante. Quero lhe informar que até hoje não recebemos de volta nossa caixa de som que foi apropriada indevidamente”, escreveu, referindo-se à reitora Márcia Perales, a quem endereçou a carta.

De acordo com o documento da instituição, o Caua “reconhece a importância da Orquestra Vozes da Ufam como instrumento de promoção da cultura e da arte no Amazonas, bem como que a credibilidade da qual o programa desfruta junto à sociedade é fruto do trabalho e dedicação do professor Adelson Oliveira dos Santos, que o criou em 2008 e o coordenou até janeiro deste ano, quando solicitou seu afastamento. A este precioso legado está sendo dado o cuidado e a atenção merecidos para que suas ações sejam mantidas e a Orquestra Sinfônica da UFAM se desenvolva ainda mais”.

A Ufam esclareceu que a orquestra permanecerá com o mesmo perfil e será ampliada. A reformulação é feita em parceria com o Departamento de Artes e o grupo terá dois repertórios: um sinfônico e outro popular. Assim, passará a ter dois maestros: Hermes Coelho Gomes e Márcio Lima de Aguiar.

A orquestra ensaia na sede do Caua, onde está instalada, que teve vinculada as suas competências – por meio de portaria – à gestão do Programa Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Amazonas.

Todos os gêneros
A Orquestra Vozes da Ufam foi criada em agosto de 2008 pelo professor e maestro Adelson Santos. O grupo nasceu com o propósito de difundir a cultura musical no Campus universitário e, também, para o público fora da universidade.

No repertório, a Vozes da Ufam executava músicas clássica e popular com arranjos mais modernos. Também tocava composições do próprio Adelson Santos, além de Tom Jobim, Ary Barroso, Chico Buarque, entre outros. Adelson Santos também introduziu o samba, bolero, rock, hip-hop, baião, bossa nova e toada em ritmo instrumental.

Por Luís Henrique Oliveira

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