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Reino Unido inicia saída da UE em março de 2017, diz primeira-ministra

Theresa May, em discurso durante a conferência anual do Partido Conservador no Reino Unido – foto: Agência Lusa

Theresa May, em discurso durante a conferência anual do Partido Conservador no Reino Unido – foto: Agência Lusa

A primeira-ministra britânica, Theresa May, prometeu dar início ao processo formal para deixar a União Europeia (UE) até março de 2017. “Vamos invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa antes do final de março do próximo ano”, disse May durante conferência anual do Partido Conservador, em Birmingham. As informações são da Agência Ansa.

O Artigo 50 do tratado europeu regula os passos que um país deve dar para sair da UE. Após acioná-lo, o Reino Unido terá um período de dois anos para fechar os acordos mais complexos da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

“É importante não só para o Reino Unido, mas também para toda a Europa que possamos fazê-lo [sair da UE] da melhor maneira possível, causando a menor perturbação possível”, disse May.

Brexit

Em junho, os britânicos foram às urnas para votar se gostariam ou não de deixar a União Europeia, no que ficou conhecido como o Brexit – união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês). Em uma decisão inesperada, a maioria optou pelo “sim”.

Defensor da permanência na UE, o então premier David Cameron renunciou ao cargo, alegando ser incapaz de conduzir o país nesta nova fase, e May assumiu com a função de coordenar a saída do bloco.

“O Parlamento colocou a decisão para deixar ou permanecer dentro da UE nas mãos do povo. E o povo respondeu com clareza enfática”, comentou May.

O Reino Unido é uma das maiores economias da União Europeia, além de possuir armas nucleares e um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O país também é defensor do livre mercado e um aliado político e militar dos Estados Unidos.

Além das consequências internas para os britânicos, o Brexit abre um precedente dentro da UE e aumenta a pressão nacionalista no bloco, que já sofre pelo baixo crescimento econômico dos últimos anos, pelo alto índice de desemprego e pela crise migratória.

Por Ansa

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