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Registros tardios caem no Amazonas, mas incidência ainda é a maior do Brasil, mostra IBGE

Em Santa Isabel do Rio Negro e Uarini, por exemplo, os registros tardios superaram 65% em 2014 - foto: reprodução

Em Santa Isabel do Rio Negro e Uarini, por exemplo, os registros tardios superaram 65% em 2014 – foto: reprodução

Entre 2011 e 2014, o percentual de registros tardios no Amazonas, ou seja, de crianças registradas até três anos após o seu nascimento, caiu de 26,2% para 17,4%. O percentual, no entanto, ainda é o maior do país, segundo mostram dados da pesquisa de Registro Civil 2014, divulgada nesta segunda-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2014, este número alcançou 15.674 pessoas, sendo que 8.602 pessoas (54%) tinham nascido entre 2011 e 2013, ou seja, nos três anos anteriores a data da pesquisa.

Na capital, o percentual de registros tardios, que em 2010 era de 11,8% passou para 6,2% em 2014, mostrando que o alto passivo amazonense para os registros tardios é impulsionado, sobretudo, pelo interior. Em Santa Isabel do Rio Negro e Uarini, por exemplo, os registros tardios superaram 65% em 2014.

Conforme o supervisor de disseminação de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, esses números indicam que os esforços feitos pelo poder público para incentivar a imediata emissão do registro dos bebês nascidos no Estado ainda não atingiram todos os municípios da mesma forma.

“O grande problema ainda é a falta de informação e de acessibilidade, principalmente nos municípios mais rurais, onde há mais dificuldade para deslocamento dos pais até à sede urbana, o que também envolve custos”, comentou o supervisor.

Óbitos

Outro dado importante da pesquisa diz respeito ao número de óbitos no Estado, que aumento 18,4% entre 2010 e 2014. O percentual, porém, se justifica pelo aumento da população, o que se reflete tanto no aumento das mortes naturais quanto violentas.

As mortes naturais tiveram um aumento de 18,7% na comparação com 2010. Já aquelas de natureza violenta cresceram 21,6% na mesma comparação. Muito embora tenha havido um pequeno declínio na comparação com o ano passado, o Amazonas teve em média 2,6 mortes violentas para cada dia do ano.

As mortes por causas naturais atingiram principalmente as pessoas com idade acima de sessenta anos. Por outro lado, 50% das vítimas de mortes violentas eram pessoas entre 0 e 29 anos, indicando a suscetibilidade dos jovens à violência. Neste grupo, o maior número de mortes ocorreu com as pessoas entre 20 e 24 anos (162).

Em Manaus, o número de falecimentos em 2014 atingiu 10.314 com uma média de 28 mortes por dia, o que representou um aumento de 18,9% em relação a 2010. As mortes naturais foram 9.968 durante o ano; os jovens entre 0 e 29 anos representaram 18,6% dos falecimentos, e os idosos acima dos sessenta anos foram 51,7%.

Em relação a 2010, o número de mortes violentas na cidade teve um declínio de 10%, o que representou 151 mortes a menos. No entanto, a cidade permanece com uma média de 1,2 mortes violentas por dia. O maior número dessas mortes ficou por conta dos jovens com idade entre 20 e 24 anos, com 95 falecimentos. O percentual das mortes violentas teve 86% de homens e 14% de mulheres. Entre os homens a maior concentração ficou na intervalo de idade de 20 a 24 anos (148 mortes). Já entre as mulheres a concentração maior ficou entre dois grupos (15 a 19 e 20 a 24) com 14 mortes cada intervalo.

Embora possuísse a sétima população entre as capitais, Manaus estava em 20º lugar na lista dos óbitos de natureza violenta entre as capitais do país. Esta lista era encabeçada por São Paulo mas continha capitais como Maceió, Teresina, Curitiba, Natal e Cuiabá; cidades que possuem população bem inferior à capital do Amazonas. Entre os estados com óbito de natureza violenta o Amazonas ficou na 24ª posição, também atrás de Estados que possuem uma população menor como Mato Grosso, Distrito Federal e Rondônia.

Por equipe EM TEMPO Online e assessoria

 

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