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Região amazônica terá aporte de US$ 60 mi para preservação e sustentabilidade

Piscicultura é uma das atividades que o governo quer apoio para desenvolver o Estado do Amazonas – foto: divulgação

Piscicultura é uma das atividades que o governo quer apoio para desenvolver o Estado do Amazonas – foto: divulgação

Os Estados do Amazonas, Acre e Roraima serão beneficiados pelo novo fundo de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial destinado à Amazônia Internacional. No Brasil, serão US$ 60 milhões aplicados em projetos na região amazônica para a preservação do meio ambiente e incentivo à sustentabilidade.

A novidade foi anunciada pelo diretor do Banco Mundial no Brasil, Martin Raiser, após reunião com o governador José Melo nesta segunda-feira (23), na sede do governo, na Zona Oeste. O fundo também vai apoiar projetos na Colômbia e Peru.

No Amazonas, o governo do Estado trabalha para tocar com os recursos projetos de controle do avanço da fronteira agrícola na região conhecida como ‘cinturão do fogo’, nos limites dos Estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso, afirmou o governador José Melo.

Na área de meio ambiente no Estado, o Banco Mundial apoia atualmente o programa do governo federal de áreas protegidas na Amazônia, conhecido como projeto Arpa – presente em 22 unidades estaduais de conservação ambiental e outras unidades federais. O programa deve continuar incluído no pacote de apoio do novo fundo.

“Esses recursos estão lá disponíveis não só para o Amazonas, mas vamos apresentar nossos projetos, sobretudo, para aquela região chamada de cinturão do fogo, da fronteira com os nossos vizinhos Pará, Rondônia e Mato Grosso para evitar o avanço da fronteira agrícola floresta a dentro”, antecipou José Melo.

Contrapartida
O governador do Amazonas afirmou que a garantia do equilíbrio ambiental na Amazônia deve priorizar também a melhoria das condições de vida das populações que habitam a região. O tema será defendido durante a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 21), que ocorre em dezembro em Paris, na França.

“Nessa esteira estamos levando a Paris, para a COP 21, algumas propostas. Nós temos 98% da floresta intacta e está provado que esta floresta exerce papel fundamental no equilíbrio ambiental no Brasil e no mundo. Mas o povo que habita essa floresta até hoje não recebeu uma contrapartida em função disso. É preciso que o mundo entenda que esse serviço deve ser remunerado e, com isso, a gente possa levar escolas, hospitais e melhoria da qualidade de vida para o povo da floresta”, enfatizou José Melo.

Avaliação
No final de semana, a diretoria do Banco Mundial conheceu unidades de conservação do Amazonas incluídas no projeto Arpa em uma viagem organizada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Raiser avaliou como positiva a execução da política ambiental amazonense e disse que o Estado terá papel importante nesse novo fundo.

“Tivemos a oportunidade de ver os projetos, falar com as comunidades e ver como eles sentem o apoio, e foi muito interessante. Acho que nessa área temos muitos êxitos. Foi uma visita cheia de esperança”, comentou.

Sobre o novo fundo, o diretor do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) acrescentou: “Algumas semanas atrás, conseguimos um novo fundo de desenvolvimento da Amazonas Sustentável, que inclui o Brasil, o Peru e a Colômbia. O Brasil recebeu mais US$ 60 milhões para aprofundar o trabalho que a gente já faz”, disse.

Com informações da assessoria

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