Economia

Reflexo da crise: consumidores deixam de lado personal trainers e salões de beleza

 

A queda no segmento de serviços, também, atingiu a classe média que acabou abandonando o comércio da estética – Divulgação

Com a queda de 2,8% no Índice de Confiança de Serviços (ICS) de maio para junho deste ano, o Sindicato dos Economistas do Amazonas (Sindecon-AM) aponta novas alternativas de investimentos para quem pretende empreender nos próximos meses. O ICS é medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que atribuiu o desempenho negativo do mês à piora “das expectativas dos brasileiros em relação à economia”.

Para o presidente do Sindecon-AM, Marcus Evangelista, o consumidor está deixando de gastar com serviços, principalmente, os “não essenciais”, porque teme que o valor investido comprometa, principalmente, a aquisição de alimentos durante o mês ou outros produtos.

“A pesquisa da FGV aponta que a queda nesse segmento ocorreu em todas as classes.  A retração do consumidor ocorre independente do seu poder aquisitivo”.

“Têm muitos pais e mães que estão deixando de contratar serviços de manutenção domiciliar, por exemplo, para não comprometer a aquisição dos itens da cesta básica e acabam eles, mesmos, fazendo essa atividade para economizar. Com um governo instável a tendência é que a economia, também, se desestabilize e as pessoas se previnam deixando de gastar”, explicou Evangelista.

Ele disse que a queda no segmento de serviços, também, atingiu a classe média que acabou abandonando o comércio da estética e os chamados personalizados (personais), por exemplo, para priorizar produtos essenciais dentro de casa.

O ramo de alimentação é um dos mais promissores para quem deseja empreender nos próximos meses – Divulgação

Alimentos em alta

Com a priorização de produtos essenciais pelos consumidores, o presidente do Sindecon-AM aponta o ramo de alimentação como um dos mais promissores para quem deseja empreender nos próximos meses, com grande chances de êxito apesar das crises política e econômica que afeta o país.

“O ramo de alimentos, principalmente, os saudáveis estão em alta no País uma vez que a população está cada vez mais atenta quanto à saúde e à prevenção de doenças relacionadas a uma má alimentação. Portanto, quem deseja abrir um negócio pode enveredar por esse segmento”, disse Marcus Evangelista.

Leia também: Serviços bancários pelo celular crescem 96% em 2016

De acordo com um estudo da agência de pesquisa Euromonitor, o mercado de alimentação ligado à saúde e ao bem estar cresceu 98% no Brasil no período de 2007 a 2017. O setor movimenta US$ 35 bilhões por ano no país, que é o quarto maior mercado do mundo.

A ampliação do acesso à informação, os reflexos positivos das mudanças alimentares na qualidade de vida e o aprimoramento dos produtos oferecidos pelo mercado são alguns dos fatores que justificam o aumento da procura por esse segmento.

“O aumento do segmento se justifica pelo fato de que, para 28% dos brasileiros, consumir alimentos nutricionalmente ricos é muito importante. Além disso, 22% da população opta por comprar alimentos naturais e sem conservantes”, ressaltou Marcos Evangelista com base no estudo da Euromonitory.

Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Subir