Economia

Redução de barreiras vai aumentar exportação aos EUA, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse nesta segunda-feira (9) que a redução de barreiras não tarifárias com os Estados Unidos deve aumentar a exportação de manufaturados brasileiros.

“O Brasil tem condições de ampliar as exportações de manufaturados para o mercado americano de maneira muito significativa”, disse Monteiro, que acredita em um crescimento no curto prazo. “Temos a expectativa de em até dois anos termos resultados muito concretos”.

A intenção do governo é reduzir as barreiras não tarifárias para a exportação com harmonização de normas técnicas e regulatórias e também compatibilizando o portal único de comércio brasileiro com o americano.

As discussões começaram pela indústria da cerâmica, que está com o modelo quase pronto para ser apresentado. O setor têxtil e a indústria de máquinas e equipamentos devem ser os próximos a serem estudados.

Apesar de haver uma visita oficial do governo brasileiro aos Estados Unidos agendada para o final deste mês, Monteiro afirma que não há pressão para que seja anunciado um novo modelo durante a agenda. “É uma visita mais ampla. Tem um caráter político importante, um sinal de retomada dessa relação”.

Nos dias 18 e 19 deste mês, dirigentes de empresas americanas e representantes do governo de Washington virão ao Brasil se encontrar com dirigentes de empresas brasileiras.

O ministro deve anunciar, entre o dia 23 e o dia 24, o Plano Nacional de Exportações. Para fechar o plano, o ministério ainda discute com o governo o ajuste fiscal, na tentativa de preservar instrumentos como o Programa de Financiamento à Exportação (Proex). “Entendemos que é um instrumento muito importante para exportar manufaturados e para exportar serviços “, disse o ministro, que tem a expectativa de receber aumento de recursos para sua pasta, apesar dos cortes. “Temos a expectativa de que sim [haverá aumento de recursos], por entender que dá um resultado em termos de custo-benefício.

 

Por Agência Brasil

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