Economia

Rede hoteleira do Amazonas busca uma saída para fugir da crise

O governador José Melo e o Comitê Ordinária Nacional de Secretários da Fazenda (Comsefaz) anunciaram que estudam meios para reduzir a crise e fomentar o setor no Estado - foto: Ione Moreno

O governador José Melo e o Comitê Ordinária Nacional de Secretários da Fazenda (Comsefaz) anunciaram que estudam meios para reduzir a crise e fomentar o setor no Estado – foto: Ione Moreno

Afetado pela crise econômica do país, o ramo hoteleiro tem se retraído, a exemplo da indústria e do comércio do Estado. Diante da situação, o governo do Estado estuda meios de incentivar o setor com redução de impostos e outros tipos de fomentos.

Durante a 160ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que foi realizada na semana passada, o governador José Melo e o Comitê Ordinária Nacional de Secretários da Fazenda (Comsefaz) anunciaram que estudam meios para reduzir a crise e fomentar o setor no Estado.

“No Amazonas, que foi sede da Copa do Mundo em 2014, houve um esforço dos empresários que criaram uma rede hoteleira grande e que suportou a Copa. Mas passou o período e com a crise está sofrendo de ociosidade, então, ou a gente toma mediadas de incentivos, ou esses hotéis começarão a fechar”, afirma José Melo.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amazonas (ABIH-AM), no primeiro semestre de 2016, a queda na ocupação do setor chegou aos 37%.

Conforme a associação, a saída está na criação de uma agenda permanente para a realização de eventos, congressos e feiras voltados para os negócios da Zona Franca de Manaus (ZFM), que ainda é a mola propulsora da economia do Estado.

Nos anos anteriores, a média ficou entre 48% a 51% (2012-2013). Nesse comparativo, 2014 ficou fora do cálculo por ter sido um ano atípico, em que picos de ocupação ocorreram durante a realização dos jogos da Copa do Mundo do Brasil, em Manaus, que ficou entre as 12 cidades-sede do mundial de futebol, realizado no ano passado.

Incentivos

Conforme José Melo, também houve isenção de impostos sobre a gasolina para aviação com intuito de que os voos internacionais, que foram cancelados, permanecessem. “Reunimos com as empresas e concedemos os incentivos para algumas delas, mas por questões internas resolveram tomar outro rumo. A questão da TAP é que uma nova direção que assumiu a empresa resolveu acabar com todos os voos triangulares no mundo todo, e nós pagamos o preço”, diz.

Debate

Na semana passada, empresários do setor hoteleiro debateram o atual momento em que companhias áreas têm abandonado rotas internacionais que partem da capital amazonense.

De acordo com informações do diretor-presidente da Manauscult, Bernardo Monteiro de Paula, sobre a questão do cancelamento de voos, a Prefeitura de Manaus também tem conversado com as companhias aéreas para a retomada desses voos.

Na ocasião, ele garantiu que as discussões não foram encerradas e que outras empresas possuem o interesse de operar rotas internacionais partindo de Manaus.

Segundo o diretor de Turismo da Manauscult, João Carvalho de Araújo, o atual momento por qual o país atravessa tem dificultado o setor. “A saída dos voos locais pode prejudicar bastante para o turismo local”, disse ele, durante evento que reuniu o trading turístico local.

Por Stênio Urbano

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