Economia

Rede fecha 21 lojas de eletrodomésticos e sai do Amazonas

 

Os atendimentos aos consumidores amazonenses continuarão por meio da loja on-line – Arthur Castro

Até o fim deste ano, as 21 lojas da empresa Ricardo Eletro instaladas no Amazonas, sendo 20 em Manaus e uma em Itacoatiara (a 274 quilômetros da capital), fecharão as portas. O motivo, segundo a empresa, é uma medida que faz parte da reestruturação estratégica da rede. Com o encerramento das atividades, aproximadamente 200 funcionários serão desligados.

Em comunicado, a Ricardo Eletro informou que a decisão de fechar as unidades no Amazonas tem o objetivo de preservar os preços “agressivos”, mantendo sempre em primeiro lugar o compromisso com o público. A decisão foi tomada para que a rede possa seguir sua trajetória de crescimento registrada nos últimos anos.

Ainda de acordo com a nota, os atendimentos aos consumidores amazonenses continuarão por meio da loja on-line, oferecendo uma variedade maior de itens, que não eram disponibilizados nas unidades físicas locais da rede, e mantendo os preços baixos.

Após a união das bandeiras da Ricardo Eletro com outras grandes redes de móveis e eletrodomésticos, houve um reposicionamento da marca, no qual muitas filiais passaram a ir para lugares mais estratégicos como forma de fortalecer as operações das lojas on-line em outros lugares, no caso do Estado do Amazonas, que vai receber atendimento exclusivamente via internet.

As vendas no Estado iniciaram no ano de 2010 – Arthur Castro

Custos

Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, o fechamento das lojas Ricardo Eletro é uma notícia bastante triste. Segundo ele, o grupo, que possuía as lojas City Lar, percebeu que teria que padronizar no Brasil todo as lojas, mas fazer uma redução de custos, mesmo com a burocracia que há dentro do Estado para entrar mercadoria.

Segundo o dirigente, a empresa verificou que o produto de vendas multiplicado pela burocracia e o custo de produto no Amazonas era alto demais e, portanto, a melhor opção era fechar as lojas. “Isso é muito ruim, são 200 pessoas que deixam de receber salários, são prédios alugados rodando dinheiro, são taxas gastas com luz que, quando encerram os contratos de aluguel, diminuem os impostos”, salientou. “Existem muitas taxas, impostos e custos que inviabilizam o empresário a continuar com o empreendimento”,
completou.

O presidente da CDL-Manaus explicou que a Ricardo Eletro verificou um levantamento no país todo e onde ocorria empate técnico entre o resultado necessário e o custo e a burocracia era maior, o sistema de desempates deles era, justamente, a burocracia. “E nós temos muitas dificuldades para a entrada de mercadoria. Com isso, a empresa resolveu fechar todas as lojas”, comentou.

Henderson Martins
EM TEMPO

 

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