Política

Rede de Marina Silva diz ser a favor que Câmara aprove impeachment

No texto divulgado nesta segunda, a Rede também defende o impeachment de Michel Temer  - foto: divulgação

No texto divulgado nesta segunda, o partido de Marina Silva também defende o impeachment de Michel Temer – foto: divulgação

A Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, aderiu ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.Embora Marina e seu partido continuem defendendo que a cassação da chapa que elegeu Dilma e o vice Michel Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) seja o melhor caminho, em nota divulgada nesta segunda-feira (11), a Rede afirma que, após debates internos, a maioria dos integrantes da direção nacional entende que “existem elementos que justificam a admissibilidade do processo contra a presidente Dilma” na Câmara dos Deputados.

No texto, o partido indica que não obrigará seus quatros deputados a votarem a favor da deposição da petista, afirmando que “a Rede tem como princípio fundante” o “respeito à pluralidade das posições e opiniões”. “Nesse caso, não agirá de modo diferente.”

Neste sábado (9), em uma conferência na Universidade de Chicago, Marina disse, no entanto, que recomendou ao partido que votasse a favor do impeachment de Dilma na comissão especial da Câmara.

No texto divulgado nesta segunda, a Rede também defende o impeachment de Michel Temer, sob o argumento de “os mesmos fatos presentes no pedido de impeachment da presidente Dilma sustentam a admissibilidade de um processo contra o vice-presidente”. “A sociedade exige a mesma urgência e celeridade para a instalação da comissão que irá analisá-lo.”

A nota diz que ainda que o “PT e PMDB são irmãos siameses da crise, faces da mesma moeda”. “Ambos os partidos têm várias lideranças implicadas nas investigações da Lava Jato que ocupam cargos de alto escalão nas empresas estatais e em postos expressivos da República, a começar pelos presidentes das duas Casas Legislativas, Eduardo Cunha e Renan Calheiros.”

A Rede volta a cobrar urgência do TSE na análise do processo de cassação da chapa Dilma-Temer e a convocação de novas eleições presidenciais ainda neste ano. “Só assim a nação, com a repactuação legitimada pelo voto popular, entrará efetivamente na trajetória das mudanças necessárias para que o Brasil seja passado a limpo”.

Por Folhapress

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