Economia

Receita Federal volta a arrecadar menos no Amazonas

O tombo foi sentido principalmente nos impostos e contribuições relativas a operações do comércio exterior na Alfândega do Porto de Manaus - foto: arquivo EM TEMPO

O tombo no recolhimento de tributos foi sentido principalmente nos impostos e contribuições relativas a operações do comércio exterior administrados pela Alfândega do Porto de Manaus – foto: arquivo EM TEMPO

A arrecadação de tributos federais voltou a cair em abril, O valor bruto superou R$ 1,345 bilhão, 0,18% a menos do que o apurado no mesmo mês de 2014 (R$ 1,347 bilhão). Descontada a inflação, houve recuo de 0,89% na mesma comparação. Os dados foram divulgados nesta sexta (29), pela Delegacia da Receita Federal em Manaus.

Na análise do fisco, o resultado negativo foi puxado principalmente pela queda de -20,60% na produção industrial do Estado e a redução de 4,90% nas vendas do varejo, entre outros fatores.

O tombo foi sentido principalmente nos impostos e contribuições relativas a operações do comércio exterior no modal fluvial, embora o mesmo não possa ser dito das transações por via área.

Na Alfândega do Porto de Manaus, a cifra caiu de R$ 113,92 milhões (2014) para R$ 81.22 milhões (2015), configurando uma queda nominal de 28,70% e real de 27,99%. Na Alfândega do Aeroporto Eduardo Gomes, por outro lado, o recolhimento subiu 18,81%, de R$ 14,48 milhões para R$  17,20 milhões, e alcançou 18,1% de aumento real.

Indústria em queda

Os segmentos industriais de itens de informática, eletrônicos e ópticos (-36,7%), bem como de bebidas e de bebidas (-41,9%) exerceram as influências negativas mais relevantes.

Foram pressionados, sobretudo, pela menor produção de televisores e computadores pessoais portáteis (laptops, notebook, handhelds, tablets), assim como de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, respectivamente.

Os ramos industriais de produtos de metal (8,7%), de impressão e reprodução de gravações (15,2%) e de máquinas e equipamentos (12,7%) responderam pelos principais números positivos do mês.

A maior fabricação de lâminas de barbear no primeiro caso, de discos fonográficos reproduzidos a partir de matrizes no segundo, e de aparelhos de condicionadores de ar no último, garantiram o resultado.

Entre os tributos, a maior queda foi sentida no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que desabou consideráveis 65,88%, ao passar de R$ 11,6 milhões (2014) para R$ 3,9 milhões (2015). O Imposto de Importação (II) arrecadou R$ 54,5 milhões (2015) contra R$ 54,1 milhões (2014), em uma diminuição de 0,71%.

Nos terminais portuários alfandegados, a fiscalização da aduana local desembaraçou 7.258 declarações de importação. O tempo médio líquido de desembaraço para cada uma foi de 13,2 horas.

Por equipe EM TEMPO Online

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