Esportes

Rebeca Rodrigues treina visando Master Internacional na Tijuca

A “casca grossa” Rebeca Rodrigues mantém preparação para competição no Rio de Janeiro – foto: divulgação

O Amazonas está fortemente representado na categoria até 74 kg entre as faixas marrom, no naipe feminino do Master Internacional de Jiu-Jítsu, que ocorre nos dias 28 a 30 de julho no Tijuca Tênis, no Rio de Janeiro. A competição vale pontos para o ranking da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu (CBJJ), no qual, a baré ocupa a 4ª colocação. A disputa também serve como espelho aos atletas que vêm de todas as regiões em busca de conceito e visibilidade de patrocínios.

Ela que vem de conquista da medalha de bronze do Campeonato Brasileiro, no último mês janeiro, aposta em uma boa classificação. Já colecionadora de medalhas, viaja convicta que vai trazer mais uma. Sobre provável lugar no pódio, a atleta garante viajar para não fazer diferente.

“Minhas principais competições são entre Rio de Janeiro e São Paulo. Gosto muito da Tijuca e sempre me dou bem no Rio. Esse ano não vai ser diferente. Luto com as cascas grossas que rolam na maioria dos campeonatos realizados no Sudeste do país. Tenho treinado forte por um lugar no pódio. A expectativa é muito boa para subir de classificação no ranking, pois eu quero a ponta. Essa competição tem muita visibilidade e estamos sendo visto por muitos empresários”, disse confiante.

Visando o solo fluminense, a baré mantém preparação na Academia Ribeiro Jiu-Jítsu, a qual representa e colabora como coordenadora do departamento feminino e infantil da modalidade. Os treinamentos visando mais uma façanha na cidade maravilhosa ocorrem pela tarde e parte da noite.

“Tenho feito musculação e trabalhos funcionais para atletas de jiu-jítsu e sendo acompanhada por nutricionista, a preparação tem sido muito séria. Meu mestre Almério Augusto vem me passando muita confiança nos treinamentos. Estou focada nos treinos de jiu-jítsu, musculação, funcional e trabalhando para entrar para uma nova categoria até 67kg”, explica.

Fora dos tatames

Porém, a vida como atleta não vem sido fácil, para manter os custos com viagens, inscrição em competições, materiais esportivos e alimentação adequada, Rebeca trabalha de manhã na Fundação Nokia dando aulas da arte suave a 10 crianças de 4 a 10 anos. E, pela noite faz uns ‘bicos’ como garçonete em um restaurante-bar da família.

“Viver diretamente das artes marciais é difícil. Mas já é de suma importância está englobado no esporte e ajudando descobrir novos valores. Assim também conseguindo ajudar nas minhas despesas como atleta. Vida de atleta no Brasil é muito difícil”, disse atleta Rebeca.

Principais títulos

Entre as principais conquistas de Rebeca destacam-se o título do Manaus Open, campeã brasileira por equipes, campeã sul-americana, vice-campeã brasileira no individual, campeã amazonense e das tradicionais e renomadas regionalmente Copa Osvaldo Alves e Arthur Neto.

João Paulo Oliveira
EM TEMPO

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