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Racismo e legado da escravidão estão ‘em nosso DNA’, diz Obama

Em uma entrevista divulgada nesta segunda-feira (22), o presidente americano Barack Obama afirmou que o racismo “é parte do DNA” das pessoas. Além disso, ele provocou polêmica por ter utilizado o termo “nigger” (preto, em inglês) na entrevista para se referir ao combate ao racismo no país.

Obama afirmou que “o legado da escravidão e da discriminação” existe nas instituições e “ainda é parte do DNA que é passado adiante” pelas pessoas, em uma entrevista para o podcast ‘WTF com Marc Maron’.

Apesar disso, o presidente ressaltou os progressos nas relações raciais nos EUA ao longo das décadas, citando a sua própria experiência enquanto filho de um africano.

“Eu sempre digo às pessoas mais jovens, principalmente, para que não digam que nada mudou quando se trata de raça nos EUA, a menos que você tenha vivido como um negro nos anos 1950, 60 ou 70. É inegável que as relações raciais melhoraram durante a minha vida e a sua.”

Os EUA retomaram um debate nacional sobre suas relações raciais após um atirador branco cometer uma chacina em uma igreja frequentada por negros em Charleston, no Estado da Carolina do Sul. Alguns especialistas classificaram o ataque como sendo um ato terrorista.

‘N-WORD’

Após a divulgação da entrevista, Obama se viu envolvido uma polêmica nas redes sociais por usar a palavra “nigger” para se referir ao combate ao racismo nos EUA. “Racismo, não estamos curados disso. E não é apenas uma questão sobre ser politicamente incorreto dizer em público [a palavra] preto [nigger em inglês]”, declarou.

O termo “N-word”, em referência à palavra “nigger”, apareceu entre os assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda. O termo é considerado ofensivo e provocou reações mesmo tendo sido usado em uma fala sobre o racismo.

“[Deixar de usar a palavra ‘nigger’] não é um indicador para dizermos se o o racismo ainda existe ou não. Não se trata apenas de discriminação em público. As sociedades não apagam, da noite para o dia, tudo o que aconteceu ao longo dos 200 a 300 anos anteriores.”

A Casa Branca emitiu um comunicado afirmando não ser a primeira vez que o presidente usa o termo “nigger” publicamente. Segundo assessores, a palavra foi usada por Obama diversas vezes em seu livro “Sonhos de Meu Pai: uma História de Raça e Herança”.

CAFÉ OBAMA

Judy Mozes, apresentadora de TV e mulher de um membro do alto-escalão do governo de Israel, provocou polêmica após fazer uma piada no Twitter sobre café e a cor do presidente americano Barack Obama.

“Você sabe o que é o café Obama? Preto e fraco”, publicou Mozes no domingo (21), dizendo em seguida que tinha repetido uma “piada estúpida” que alguém a havia contado.

A mensagem foi apagada e Mozes pediu desculpas a Obama pela “piada inapropriada”. “Eu gosto das pessoas independente de sua raça e de sua cor”, disse.

Seu marido, Silvan Shalom, é membro do partido governista Likud e vice-premiê de Israel. Ele foi recentemente apontado pelo premiê Binyamin Netanyahu como responsável pelo processo de paz com os palestinos.

Após criar uma conta pessoal no Twitter, Obama se tornou alvo de ataques racistas na rede social.

Por Folhapress

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