Economia

Racionamento de gás e de energia ajuda a diminuir custos nos condomínios

A síndica do condomínio residencial Jussara, Thalita Vale (no centro), busca alternativas para combater o reajuste da taxa condominial e evitar com isso a alta da inadimplência- foto: Ione Moreno

A síndica do condomínio residencial Jussara, Thalita Vale (no centro), busca alternativas para combater o reajuste da taxa condominial e evitar com isso a alta da inadimplência- foto: Ione Moreno

 

A inadimplência em condomínios subiu 40% em relação a 2014. Os administradores e síndicos classificam 2015 como o pior ano para os empreendimentos imobiliários. Com os reajustes nas tarifas de gás e energia elétrica, algumas empresas do segmento e representantes de condomínios de Manaus racionam gás e energia para economizar nos custos de manutenção do ambiente e nem alterar os valores da taxa condominial.

Para o administrador de condomínios do edifício Barão do Rio Negro, Benedito Balbi, neste ano todas as classes sociais estão prejudicadas com a crise econômica. Segundo ele, o negócio imobiliário foi um dos segmentos mais afetados. Nesse âmbito, condôminos e inquilinos sofrem com despesas crescentes a partir dos reajustes no preço do gás, que subiu 15% neste ano, e da energia, que já chegou a subir quase 40% em novembro.

Estas despesas a mais nos custos do ambiente condominial forçam alterações na taxa de condomínio. Balbi revela que em Manaus a inadimplência saiu da média de 10% para 40% em condomínios de cinco torres, e de 10% para 20% nos condomínios de menor porte.

Ele explica que a forma encontrada para driblar o problema financeiro é a economia de 50% nos gastos de serviços. Segundo o administrador, as luzes de jardim que antes eram ligadas às 18h e desligadas só pela manhã, agora estão sendo desligadas às 22h. Além da economia na energia, Balbi aponta que o gás será racionado e as despesas adicionais como, terceirizados e obras de reparo, serão contadas pela metade para que o locatário não sinta os impactos.

“Se antes gastávamos R$ 1 mil no dia para algum serviço, hoje nós estamos pagando R$ 500. O negócio é fechar a torneira, pois infelizmente surgiram esses reajustes que influenciam, inclusive, na taxa de condomínio de algumas empresas da região. Tivemos que cortar funcionários também. Temos que racionar para não piorar”, avalia Balbi.

No Condomínio Parque Residencial Solimões, na Zona Sul, 7,5% dos inquilinos, do total de 159 apartamentos, estão inadimplentes, porém esse índice é considerado baixo pela direção do residencial. De acordo com o sindico, Emilio Bolano, para que essa porcentagem não cresça, ele está reunindo com os moradores para frisar a importância dos pagamentos em dia, além de articulações do setor jurídico do condomínio junto aos residentes.

Outra solução encontrada pela direção do condomínio, segundo ele, foi o acordo de dívidas com os inquilinos, que é um caminho que tem surtido efeito. “Usando esses meios, nosso índice de inadimplência não tem sido alto mesmo nesse período financeiramente difícil do nosso país”, observa.

Por Asafe Augusto

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