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Quênia dará tratamento de ‘superstar’ a Obama em visita oficial

Quando desembarcar no Quênia, nesta sexta (24), o presidente dos EUA, Barack Obama, deve encontrar seu próprio rosto por todos os lados. Na véspera da chegada do mandatário, cujo pai é queniano, o país tinha a imagem de Obama estampada em camisetas, mochilas, outdoors e na porta de restaurantes. É esperado que o presidente americano atraia uma multidão ao redor de si durante toda viagem.

Na capital, Nairóbi, Obama deve fazer um discurso para o povo queniano, participar de um fórum sobre empreendedorismo e prestar homenagem às vítimas e aos sobreviventes do ataque terrorista à embaixada americana em 1998.

A agenda também inclui um tempo reservado para encontros com seus familiares, mas não deve passar pela vila onde seu pai nasceu. Do Quênia, a comitiva segue para a Etiópia antes de retornar aos EUA.

“Meu desejo é que nós possamos deixar a mensagem de que os Estados Unidos são um forte parceiro não apenas para o Quênia, mas para a África Subsaariana em geral”, afirmou o presidente.

Obama, que já havia feito uma viagem oficial ao país, em 2006, como senador, expressou descontentamento com o fato de a agenda atual ser mais engessada do que a de nove anos antes.

É a primeira vez que um chefe de Estado americano visita, durante o mandato, tanto o Quênia quanto a Etiópia. Ambos os países enfrentam problemas com o terrorismo promovido pelo grupo radical Al Shabaab, e as conversas entre chefes de Estado devem ter a segurança da região como principal tema.

Apesar de cultuado na terra natal de seu pai, Obama, o primeiro presidente americano de ascendência africana da história, não é uma unanimidade no continente. Seu antecessor, George W. Bush é visto como um herói em diversas partes da África, por seu Plano de Emergência para o Alívio da Aids – Obama é considerado omisso, na África, em relação ao tema.

Ainda assim, o atual mandatário coleciona diversas homenagens e honrarias. Na pequena vila queniana onde sua madrasta ainda mora, uma escola foi batizada como ‘Senador Obama’, após sua visita anterior. Seu nome também foi dado a um restaurante de um hotel em Acra, capital de Gana, e a imagem de Obama fica ao lado da de Nelson Mandela numa clínica de Pretória onde o presidente e ativista sul-africano recebeu tratamento.

Ao longo da visita, o líder americano deve ressaltar suas iniciativas em prol da agricultura, do acesso à eletricidade e da participação no comércio internacional do continente.

Protestos

Em contraste com a ‘Obamamania’, o presidente deve enfrentar o repúdio de grupos de direitos humanos nos EUA pela excursão. A viagem inclui um jantar com seu colega queniano, Uhuru Kenyatta, indiciado pela Corte Penal Internacional – as acusações são consideradas um fator que evitou que a visita de Obama à terra de seus ancestrais tivesse ocorrido antes.

As políticas de repressão a homossexuais em diversos países africanos, incluindo o Quênia, valeram também uma reclamação pública de Obama.

Por Folhapress

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