Economia

Quanto vale sua qualificação? Entenda o que o mercado do Amazonas leva em consideração na hora de contratar

O mercado de trabalho no Amazonas está em busca de trabalhadores que possuem curso superior | Divulgação

As pessoas que possuem curso superior foram as que mais conseguiram emprego no primeiro semestre deste ano no Amazonas. No Estado, segundo a contagem do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o saldo foi de 94 vagas preenchidas por pessoas com curso superior que permaneceram no trabalho.

De acordo com o estudo do Caged, apurado até maio deste ano, entre os amazonenses que tinham cursado ou concluído o ensino superior, as demissões somaram 1.293, mas o número de admissões acabou sendo maior, com 1.387 novos candidatos que ganharam um emprego.

Por outro lado, pessoas com menor escolaridade foram as que mais sofreram com o fechamento de vagas. Para os amazonenses que tinham cursado ou concluído o ensino médio, o saldo final acabou negativo. Enquanto as admissões somaram 7.860, as demissões foram maiores, com 7.961 desligamentos, totalizando menos 101 trabalhadores empregados.

As companhias que antes demitiam os mais capacitados para evitar pagar salários altos mudaram o perfil | Divulgação

A queda é ainda maior quando se analisa a escolaridade de trabalhadores que cursaram ou concluíram o ensino fundamental. De janeiro a maio deste ano, enquanto as admissões desse segmento totalizaram apenas 1.154 candidatos, as demissões alcançaram 1.372 pessoas que foram dispensadas.

Para o economista Ailson Rezende, ao contrário do que ocorreu no ápice da recessão econômica, quando as empresas demitiram os funcionários mais qualificados e, consequentemente, com salários mais altos, agora elas contratam pessoas mais capacitadas.

“A tendência é ter pessoas mais qualificadas para ofertar produtos de maior qualidade”

Sendo assim, a tendência na saída da crise é buscar mão de obra mais especializada porque é necessário buscar inovação. “A tendência é ter pessoas mais qualificadas para ofertar produtos de maior qualidade. Por exemplo, no ramo de celular, no qual as tecnologias estão bastante similares, melhores servidores refletem num produto final melhor”, comentou.

Essa situação mostra que o mercado se prepara para os próximos meses de uma possível retomada da atividade econômica. “A empresa, hoje, por conta do número grande de desempregados, já selecionam os trabalhadores com uma qualificação mais voltada para as necessidades da corporação”, afirmou Rezende.

Nacional

No Brasil, os candidatos com ensino superior, nos primeiros cinco meses de 2017, acumularam 84,6 mil novos postos. Aqueles com ensino médio fecharam o período com um saldo positivo de 43,1 mil vagas.

Já os trabalhadores que tinham até o ensino fundamental registraram um resultado negativo de 102,5 mil colocações formais.
Os melhores saldos de trabalhadores com ensino superior foram registrados em São Paulo – com 2,7 mil empregos -, Paraná e Minas Gerais – ambos com 1,2 mil empregos -, Santa Catarina – com 1,1 mil empregos -, Goiás – com 595 empregos – e Rio Grande do Sul – com 363 empregos.

Joandres Xavier
EM TEMPO

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