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Quantidade de empresas extintas em 2015 já é o dobro de 2014, informa Jucea

Muitas lojas do comércio varejista fecharam em Manaus antes do período de final de ano, quando o setor alcança melhores índices nas vendas- foto: arquivo EM TEMPO

Muitas lojas do comércio varejista fecharam em Manaus antes do período de final de ano, quando o setor alcança melhores índices nas vendas- foto: arquivo EM TEMPO

Até o mês de agosto deste ano, o número de empresas extintas e que declararam falência já é o dobro do registrado no mesmo período de 2014, conforme dados da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea). Um total de 215 empresas foi extinta, enquanto duas declararam falência e outras quatro já entraram com pedido.

Nesse cenário, a perspectiva para a economia da capital amazonense neste final de 2015 é preocupante. Dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL/Manaus), da agência Serasa Experian e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) revelam que a economia local enfrenta uma das maiores crises da sua história, sem perspectiva de melhora a curto prazo.

Para o presidente da CDL/Manaus, Ralph Assayag, nem mesmo o clima de final do ano deve aliviar a economia e a situação tende a piorar. Segundo ele, até setembro deste ano, o comércio já demitiu mais de 25 mil pessoas e poderá demitir mais 2,8 mil. “Estamos na expectativa de que o governo federal pague o décimo terceiro para que possamos aliviar as contas. Se isso não acontecer, seremos obrigados a demitir”, lamenta.

A perda do emprego dessas pessoas não é apenas consequência, mas também contribui para a crise. “Se o pior acontecer, teremos quase 30 mil pessoas sem emprego no final do ano. Ou seja, serão mais trabalhadores sem poder de compra afetando o mercado”, avaliou Assayag. Conforme o presidente, a alta do dólar, a pesada carga tributária nacional, o reajuste de 8% no preço dos combustíveis e o de 38,8% na tarifa de energia são os responsáveis por esse quadro.

Carga tributária

De acordo com o economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Luiz Alberto Machado, a reclamação sobre a carga tributária brasileira é justificada. “Pode não ser a mais pesada, mas sem dúvida nenhuma encontra-se entre as mais pesadas”, observou. Segundo ele, independentemente de ser ou não a mais pesada, dois problemas concorrem para que a situação se torne muito grave.

“O primeiro é que a carga é mal distribuída, o que onera desigualmente pessoas físicas e jurídicas. O segundo é que o retorno dos impostos pagos é insatisfatório, de forma que muitas vezes os contribuintes são obrigados a ter despesas extras para pagar por serviços de boa qualidade que deveriam ser fornecidos pelo Estado como contrapartida dos impostos, como ocorre, por exemplo, com a educação e a saúde”, disse ao EM TEMPO.

Por Fred Santana e Asafe Augusto

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