Economia

Qualificação executiva é a aposta para driblar a crise, diz especialista

Segundo o especialista, para uma empresa “fazer acontecer” é preciso realizar um bom diagnóstico do momento difícil que está passando, qual o impacto que a crise está causando na empresa - foto: divulgação

Segundo o especialista, para uma empresa “fazer acontecer” é preciso realizar um bom diagnóstico do momento difícil que está passando, qual o impacto que a crise está causando na empresa – foto: divulgação

Na crise, a primeira providência das empresas é demitir seus funcionários. Mas são as pessoas, principalmente as mais qualificadas, a solução para momentos de incertezas econômicas. Investir em funcionários para torná-los decisivos na identificação de novas estratégias é a alternativa à crise, aponta o consultor de empresas Gabriel Marx Alexandre, diretor da MB Consultoria.

O momento de crise, diz Gabriel, não pode ser empecilho para o investimento na empresa e elas devem investir em educação executiva, ramo que está em alta no país. Marx afirma que é totalmente entendível que, em momento de crise, os recursos fiquem mais escassos, no entanto, é preciso saber no que investir.

“Existe uma miopia empresarial, para isso uma organização precisa de bons líderes. O discernimento para saber o que é gasto e o que é investimento é fundamental”, explica o consultor. Ele destaca que o investimento deve ser nas melhores pessoas da empresa, pois, segundo ele, são elas que ajudarão o empresário a passar ileso pelo momento de crise.

Segundo o especialista, para uma empresa “fazer acontecer” é preciso realizar um bom diagnóstico do momento difícil que está passando, qual o impacto que a crise está causando na empresa. “O diagnóstico vai mostrar se a empresa é líder no segmento, ou se é uma das últimas”, observa. Conforme Marx, o diagnóstico passa, principalmente, na questão financeira e a empresa precisa ter a noção de como está o fluxo de caixa dela.

Após o diagnóstico, Marx explica que é preciso estabelecer prioridades claras que englobe toda a empresa. “As prioridades passam por rever estratégias, melhorar logísticas, otimizar os sistemas, atender os clientes. A partir disso, engajar todos os líderes sobre essas
prioridades”, afirma.

Sobre qual qualificação aderir, Marx afirma que as pessoas procuram fazer MBA, mas é preciso saber o que está se procurando. Segundo ele, antes de treinar uma equipe, ou se treinar, é preciso conhecer o propósito. “O MBA não é a primeira escolha para quem busca um resultado imediato. Mas, se for para um conhecimento em longo prazo, uma formação acadêmica mais forte, o MBA é o indicado”, aponta.

O consultor acrescenta que os cursos de curta duração e de qualidade poderão oferecer o resultado esperado de forma imediata. “Nós iniciamos um programa, lançado em 2010, chamado de alta performance. A finalidade dele é de ser um curso de curta duração, mas de grande imersão. Temas relevantes para o contexto”, explica o diretor. Ele esclarece que os temas vão de negociação a execução.

Oxigenação PIM

Com o índice de 25% a 30% em demissões, o Polo Industrial de Manaus (PIM) tem sido um dos maiores afetados por conta do momento conturbado da economia. As demissões e a baixa produção são os agravantes. Porém, Marx afirma que o PIM precisa rever os conceitos e modelos, e se tornar mais eficiente.

“Todos os níveis de liderança da indústria precisam buscar novas ferramentas que poderão adquirir no treinamento de alta performance”, diz o consultor. Ele destaca que a troca de informações entre os setores da economia é importante para atravessar a crise, pois, segundo ele, a oxigenação de ideia é um fator positivo para qualquer empresa.

Por Asafe Augusto

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