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Quadrilhas especializadas em assaltos intimidam usuários de terminal no Centro

Os criminosos aproveitam a entrada dos usuários nos coletivos para praticar os furtos - foto: Diego Janatã

Os criminosos aproveitam a entrada dos usuários nos coletivos para praticar os furtos – foto: Diego Janatã

Quem transita pelas proximidades de alguns dos principais cartões-postais do centro de Manaus está sempre sob tensão, preocupado e sujeito a assaltos e agressões, sobretudo, quando se utiliza do terminal da Matriz, um dos mais antigos e importantes da área central da cidade.

Usuários e ambulantes denunciam a existência de quadrilhas, formadas por até dez pessoas, especializadas em crimes naquela área. Conforme os passageiros, os integrantes das quadrilhas agem especialmente no horário de rush, quando as pessoas se amontoam nas portas dos coletivos. A falta de policiamento ostensivo é outro fator que contribui para a insegurança.

De acordo com o usuário de ônibus, José Alberto, 57, a ação dos bandidos ocorre sempre da mesma forma, um comete o crime enquanto outro faz cobertura.

“É uma quadrilha organizada. Eles fingem que vão entrar nos ônibus e começam a roubar as pessoas na porta do coletivo. Os bandidos começam a promover empurrões na porta do ônibus e os passageiros não percebem que eles vão colocando as mãos pelos bolsos e bolsas. Eles começam a roubar nossas coisas e nós nem sabemos o que acontece na hora”, explicou.

Conforme Alberto, há ainda as quadrilhas formadas só por mulheres, que ficam nas esquinas próximas ao terminal da Matriz e agem como se fossem prostitutas. “Elas ficam chamando as pessoas para ‘namorar’, mas na realidade elas aproveitam e roubam na marra, começam a puxar as coisas das pessoas. Se houvesse mais policiamento no local, talvez os crimes fossem reduzidos na área”, opinou.

A reclamação quanto a falta de policiamento no local é compartilhada pela vendedora ambulante, Rosiane Mota, 42, que há 7 trabalha no centro da cidade. Conforme ela, os assaltos ocorrem não apenas quando a noite cai, mas também em plena luz do dia. Rosiane reclama que, mesmo com tantas ocorrências, a polícia só vai ao local depois que algum crime já foi cometido.

“A segurança no Centro é bastante precária, o policiamento só aparece no local quando tem alguma vítima de assalto. Eles (policiais) deveriam ficar fazendo o policiamento aqui direto e não aparecer apenas quando o crime já aconteceu. A polícia só fica aqui uma vez ou outra, não há uma presença efetiva”, opina.

Conforme a vendedora, há algumas semanas, houve um grande apagão por volta de 19h30 e um grupo de assaltantes aproveitou a falta de energia elétrica para fazer um arrastão nos usuários de transporte público. As pessoas então começaram a reagir ao assalto e, segundo ela, os assaltantes feriram três pessoas com golpes de arma branca.

“Essas quadrilhas são formadas por homens e mulheres, não dá para identificar logo de cara qual a intenção deles, mas se tivesse mais policiamento esses bandidos talvez se sentissem mais intimidados ao agir. Para dar mais segurança à população, o policiamento deveria ficar na estação e não apenas passar de vez em quando. Eles deveriam ficar em cada esquina e não apenas passar nas viaturas”, sugere a vendedora.

Reforço
Embora tenham sido várias as reclamações, o titular do Comando de Policiamento Metropolitano (COM), coronel Francisco Franclides, 49, informou que o policiamento na área central de Manaus foi reforçado nos últimos meses para atender a demanda de fim de ano. Conforme o coronel, o policiamento foi reforçado em pontos estratégicos da cidade e houve e também aumento na quantidade de policiais que fazem ronda pela cidade. O coronel ressaltou ainda que o policiamento no Estado é um dos melhores do país.

Por Henderson Martins

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