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As principais dúvidas sobre chikungunya, dengue e zika

Quando se fala em Aedes aegypti, o mosquito transmissor das doenças chikungunya, dengue e zika, é importante a clareza de que é uma espécie de mosquito que por ser essencialmente urbano precisa de obras de saneamento para que possa ser erradicado. Cidades com melhor saneamento terão melhor combate ao mosquito. Também é essencial o engajamento global da população no sentido de combater o mosquito, evitando a propagação de forma descontrolada. O Aedes transmite não só a dengue, como a chikungunya e o zika vírus. Médicos de família e comunidade, membros da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), esclarecem alguns pontos sobre as doenças.

Transmissão
De acordo com a literatura, as formas de transmissão da dengue, chikungunya e o zika vírus é via picada do inseto e também por meio de relação sexual, que ainda há poucos casos relacionados. “Há apenas um no mundo, de um homem que estava na Polinésia Francesa retornou ao país de origem, os Estados Unidos, e após relação sexual com a esposa, essa também passou a ter sintomas do zika”, explica Ana Paula Martins Marcolino, médica de família que atua em Goiás.  Uma das formas de transmissão mais polêmica é a vertical, que é a de mãe para o feto, que tem causado doenças em bebês e foi confirmada por meio de detecção do vírus na corrente sanguínea dos bebês. “Ainda não se sabe exatamente o mecanismo relacionado a microcefalia ou o adoecimento desses bebês pelo vírus zika, mas o fato é que existe sim esse tipo de transmissão”, ressalta Ana Paula.

Sintomas
Ao identificar sintomas como fortes dores no corpo, cabeça, vômitos e náuseas constantes é necessário procurar atendimento em uma Unidade de Saúde. “A dengue pode ser confundida com outras viroses como a gripe e o diagnóstico é importante para definir o tratamento”, ressalta Rodrigo Lima, que atua em Recife e é diretor de comunicação da SBMFC.

Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito apenas pelo exame clínico. Os exames de sangue só são indicados para quadros suspeitos de potencial gravidade ou quando há dúvida no diagnóstico. Lima ainda alega que se não for diagnosticada a tempo, a doença pode levar a pessoa à morte. A doença, principalmente a dengue hemorrágica, pode agravar o quadro clínico do paciente se não diagnosticada e tratada a tempo.

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