Dia a dia

Puxada pela banana e o tomate, cesta básica de Manaus foi a única a registrar queda no preço em junho

O tomate teve queda de 5,33%; a banana, 10,81% -  Foto: Diego Janatã e ABr

O tomate teve queda de 5,33%; a banana, 10,81% – Foto: Diego Janatã e ABr

Com queda de 10,81% no preço da banana, Manaus foi a única capital do país que não apresentou aumento no custeio do conjunto de alimentos que compõe a cesta básica no mês de junho, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados nesta quarta-feira (6).

Em Manaus, o preço da cesta, composta por 12 produtos, caiu 0,54% em relação ao mês anterior, sendo calculada em R$ 384, o que deixou a capital amazonense em 19º lugar no ranking da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

Além da banana, o tomate e a farinha de mandioca contribuíram para a redução no valor da cesta do manauara. Juntos, apresentam queda de 9,14%.

Em junho, um trabalhador de Manaus pagou mais caro pelo feijão e pela manteiga, que apresentaram elevação dos preços em 27,33% e 10,02%, respectivamente. Segundo o supervisor técnico do Dieese, Inaldo Seixas, esse “equilíbrio” no valor da cesta básica se deu por conta da queda de itens básicos na mesa do consumidor manauara, como a banana.

“Não podemos prever como será a pesquisa do próximo mês porque não temos dados sobre quais e em que quantidade alguns produtos são importados para cá. Isso pode encarecer a cesta, porque já há valores mais altos em outros estados”, disse Seixas.

O aumento no custo do feijão se deu pela influência climática, afetando a qualidade do grão e ‘obrigando’ o Brasil a exportar de outras localidades. Já a manteiga, de acordo com o Departamento, ocorreu porque as indústrias de laticínios disputaram o pouco leite ofertado no mercado.

Se comparada ao mês de junho do ano anterior, a cesta básica em Manaus subiu R$ 33,73. Em 2015, era possível comprar os 12 itens por R$ 352,35.

Produtos e preços

tabela

Salário Mínimo

Um trabalhador, já com descontos da contribuição previdenciária, investiu 47,43% do seu salário na compra dos mantimentos que compõem a cesta básica, ficando com cerca de R$ 426 para os demais investimentos, como moradia, educação, vestuário, lazer, dentre outros.

Para suprir essa demanda de necessidades básicas do ser humano, o Dieese calculou que, em junho, o salário mínimo necessário para uma família de até quatro pessoas deveria ser de R$ 3.940,24, o que corresponde 4,48 vezes o piso vigente.

Por Equipe EM TEMPO online

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