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Putin diz que não pretende enviar tropas terrestres à Síria

O presidente russo, Vladimir Putin, disse neste domingo (11) que não enviará tropas terrestres para apoiar as forças do regime de Bashar al-Assad na Síria, país onde a Rússia iniciou, no final de setembro, uma intensa campanha de ataques aéreos.

A Rússia é um aliado tradicional do regime do presidente sírio. No entanto, há denúncias de que os bombardeios russos, que pretendem atingir posições dos jihadistas do Estado Islâmico no território sírio, têm também visado grupos armados que contestam o regime de Bashar al-Assad.

Apesar das recentes demonstrações por parte do exército russo, que conseguiu pela primeira vez destruir alvos com mísseis de cruzeiros disparados a mais de 1,5 mil quilômetros do destino, Putin afirmou que a Rússia não está envolvida numa “corrida armamentista”.

“Não se trata de uma corrida armamentista. É fato que as armas modernas estão melhorando e mudando. E, em outros países, isso acontece ainda mais rápido. É por isso que é necessário nos mantermos atualizados”, destacou o presidente russo.

O Ministério da Defesa russo anunciou hoje que os ataques aéreos conduzidos por Moscou atingiram 63 alvos na Síria, nas últimas 24 horas, ações que destruíram, entre outros alvos, um posto de comando, posições fortificadas e depósitos de munições.

O ministério russo informou ainda ter feito progresso nas negociações com o Pentágono (Departamento da Defesa norte-americano) sobre a segurança do espaço aéreo sírio, para evitar eventuais incidentes entre os aviões russos e os aviões da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos.

 

Por Agência Brasil

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