Cultura

Público manauara pode conferir peças teatrais para todas as idades neste fim de semana

A estreia “Dom Quixote encantado”, do Grupo de Teatro Fênix”, é inspirada na obra de Cervantes - foto: divulgação

A estreia “Dom Quixote encantado”, do Grupo de Teatro Fênix”, é inspirada na obra de Cervantes – foto: divulgação

Uma estreia, a continuação de uma temporada local e a encenação de uma montagem nacional movimentam os palcos da cidade. As produções “Dom Quixote encantado”, “Óbvio voraz” e “Mas ele é meu primo” são as opções, neste fim de semana, para quem curte teatro.

O Grupo de Teatro Fênix estreia amanhã, no Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, a peça inédita “Dom Quixote encantado”, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Sec). O texto é uma adaptação livre da obra de Miguel de Cervantes, “Dom Quixote”.

A adaptação é assinada pela diretora do grupo, Nonata Silva. A peça é ambientada em um manicômio onde loucura e realidade se misturam. As imagens do inconsciente da personagem Lucinda, que acredita ser Dulcineia (ambas interpretadas pela atriz Kelly Beleza), petrifica a busca ao amor impossível de Dom Quixote. Ela vive nessa imaginação, que se torna a sua realidade mais profunda. Lucinda seus amigos Julieta (Nilce Pantoja), Nero (Luiz Carlos Oliveira) e Chê (Nonata Silva) se aventuram em momentos que só eles enxergam nesses caminhos e descaminhos da mente.

De acordo com a diretora do Grupo de Teatro Fênix, a proposta de “Dom Quixote encantado” é incentivar o público a questionar a identidade humana, inclusive a sua. “Em um universo surrealista, construímos uma travessia nos percursos da loucura do dualismo, que constitui o limite entre genialidade e loucura, que é muito tênue, assim como aquele que separa loucura e sanidade”, explica Nonata Silva.

A direção da montagem é dividida entre Nonata e Nilce Pantoja. A diretora do grupo também assina a sonoplastia com Jeisa Timberlake. Já a sonoplastia de “Dom Quixote encantado” é formada por músicas do cantor Raul Seixas.

Quatro temas

A segunda temporada da peça “Óbvio voraz”, uma produção da Tribo Cia. de Teatro, continua hoje, no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Caua/Ufam). Essa segunda temporada teve início no último dia 8 e continuará até setembro deste ano, com uma apresentação por semana, de forma intercalada, sempre às quartas-feiras, às 15h, e às sextas-feiras, às 19h. A montagem conta com o apoio cultural do Museu Amazônico, Meia Zero Dois Filmes, Pró-Reitoria de Extensão e Pace.

Quatro temas compõem “Óbvio voraz”, de Verônica Gomes – todos de domínio público. O primeiro envolve a questão indígena, que assume uma dimensão catastrófica no momento em que os próprios povos indígenas avançam em sua luta pelo reconhecimento de seus direitos secularmente negados.

A água, o segundo tema, é abordada como uma das questões planetárias e que, no Brasil, tem assumido também dimensões catastróficas, tanto pela sua carência em determinadas regiões, quanto pelo seu contrário.

O terceiro tema denuncia a destruição irresponsável de matas e florestas, processo iniciado desde o período colonial e que ganhou força sobretudo com a chamada integração da Amazônia – conhecida na opinião pública mundial como sinônimo das “queimadas” e da devastação da floresta pelo capital.

O quarto e último tema de “Óbvio voraz” denuncia a relativa indiferença do Estado brasileiro e do próprio povo em relação ao sacrifício que tem sido imposto à vida silvestre com a destruição sumária e o comércio e contrabando de animais.

O diretor da peça teatral é James Araújo, também protagonista. A produção inclui canto, vídeo, a montagem de uma instalação e a inserção do artista plástico Otoni Mesquita como ator.

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