Política

PT só não quis o impeachment de Lula porque ele é petista, diz Alckmin

O tucano evitou comentar a carta do vice-presidente Michel Temer enviada na segunda-feira (7) para a presidente Dilma - foto: Divulgação

O tucano evitou comentar a carta do vice-presidente Michel Temer enviada na segunda-feira (7) para a presidente Dilma – foto: Divulgação

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), manteve nesta quinta-feira (10) o discurso em defesa de que o Congresso deve analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e aproveitou para provocar o PT.

Segundo o tucano, o partido não tem credenciais para reclamar do pedido de afastamento da petista protocolado pela oposição porque sempre recorreu ao mecanismo, que tem previsão Constitucional.

“Impeachment não é golpe. Aliás, o PT era o rei do impeachment, entrou com pedido contra [os ex-presidentes Fernando] Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique [Cardoso]. Só não entrou contra o Lula porque era do PT. O impeachment é previsto na Constituição brasileira”, afirmou.

Alckmin disse que não vê que o STF (Supremo Tribunal Federal) tenha identificado abuso da Câmara no andamento do andamento do pedido de deposição de Dilma e, por isso, tenha suspendido, provisoriamente, a tramitação do processo.

“Acho que é para estabelecer o regramento, procedimentos. A Câmara não vai entrar no mérito da questão. O mérito é no Senado. A Câmara recebe ou não o pedido e ao mesmo tempo o Supremo, se tiver dúvida, estabelece a regra”, afirmou.

Numa decisão na noite desta terça, o ministro Luiz Edson Fachin travou o pedido de afastamento de Dilma na Câmara. Isso vale até o julgamento pelo plenário do STF, no próximo dia 16, que vai avaliar ações de governistas que questionam o início do pedido de afastamento da petista na Casa e o rito do processo.

Em sua decisão, Fachin interrompeu a instalação da comissão especial que irá analisar o processo e suspendeu todos os prazos.

O ministro, no entanto, não anulou os atos praticados até agora, como a eleição realizada na tarde desta terça que elegeu maioria oposicionista para o colegiado. As decisões tomadas pela Câmara serão avaliadas pelo Supremo.

CUNHA

Questionado se as manobras feitas por aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para evitar a análise do processo de cassação pelo Conselho de Ética justificavam o afastamento do peemedebista, o governador desconversou.

“Esse é um assunto interno da Câmara. Eu fui deputado federal e quando fui, dois deputados perderam o mandato por falta. Aliás, um de São Paulo e outro de Minas Gerais.”

O tucano também evitou comentar a carta do vice-presidente Michel Temer enviou na segunda-feira (7) para a presidente Dilma Rousseff com reclamações sobre a relação entre os dois. O episódio causou uma imensa rusga no Planalto e reverberou no Congresso.

O governador preferiu brincar com o episódio. “Eu, como modesto rábula, estou aqui aprendendo o latinório. ‘Amicus curiae’. Como diz o Michel Temer: ‘verba volant’. Não é isso? Soltou o latim, lá. A frase em latim é ‘verba volantin’. O escrito fica.”

Por Folhapress

1 Comment

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  1. Welbi Maia Brito

    10 de dezembro de 2015 at 15:54

    O governador Geraldo Alckmin está correto, o impeachment é constitucional. Não há que se falar em golpe. Há base legal para o pedido, portanto deve-se cumprir a Constituição, seguir o rito processual e se julgar o mérito jurídico e político. O que cabe a presidentA Dilma neste momento é preparar sua defesa.

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