Política

PT pede que TSE investigue empresas envolvidas em campanha de Aécio

Aécio Neves (PSDB), em campanha nas últimas eleições em 2014 - foto: divulgação

Aécio Neves (PSDB), em campanha nas últimas eleições presidenciais em 2014 – foto: divulgação

O PT entrou nesta sexta-feira (15) com um pedido para que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) investigue nove empresas que prestaram serviços para a campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência nas eleições de 2014. O partido requer ainda que os dados sejam repassados para apurações em várias frentes, como Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Os petistas alegam que há suspeitas de irregularidades nos serviços e também no registro dos gastos com empresas na prestação de contas de Aécio na disputa presidencial, que ainda não foi julgada pelo plenário do TSE.

A solicitação será analisada pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, que é relatora das contas de campanha do senador.

Na ação, o PT aponta uma série de irregularidades. Entre os alvos estão prestadoras de serviços que receberam pelo menos R$ 66 milhões dos cofres da campanha tucana, principalmente na área de comunicação. Entre os casos está a contratação de empresas de uma coordenadora e um fotografo que atuavam na campanha.

Segundo o PT, o “candidato informou ao TSE que a prestação de serviços seria de criação e inclusão de páginas na internet, todavia, um dos sócios da empresa é justamente fotografo do candidato”.

O partido argumenta ainda que várias empresas foram abertas durante o período eleitoral, prestando serviços aos tucanos, mesmo sem ter estrutura para a entrega do serviço. Também alegam que há suspeita de venda de notas e falta de contratos.

O PT questiona, por exemplo, a contratação da 2014 Comunicação LTDA, que teria recebido R$ 59 milhões e não teria sido localizado na prestação de contas o contrato de prestação de serviços que estabelece as obrigações da contratada com o Comitê Eleitoral.

“Uma empresa localizada em apenas uma sala de edifício comercial na capital mineira possa prestar serviços de produção de rádio e televisão, com efeito, seriam necessários estúdios, salas de gravação, ilhas de edição, entre outros, carecendo assim de verossimilhança quanto a entrega do produto contratado”, diz o texto.

“Dessa maneira, em função do alto volume de transações entre a candidatura e a referida empresa, bem como a não localização de contrato de prestação de serviços nos autos, existem indícios de que a empresa seria apenas ‘de fachada’, devendo ser investigada a contratação”, completa.

Outro problema seria a incompatibilidade do serviço prestado pela empresa VTG Marketing e Relacionamento, especificamente para análise do objeto da prestação de serviço de entrega de premiações, com o pleito.

O PT cita que há precedentes no TSE que permitem o envio das informações para investigação, como a decisão do ministro Gilmar Mendes que, no ano passado, pediu apuração de sete empresas que prestaram serviços para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e receberam R$ 23 milhões.

A reportagem não localizou a defesa do senador Aécio Neves para comentar o pedido do PT e aguarda posição da assessoria de imprensa do PSDB.

Por Folhapress

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