Política

PT-AM prepara ato em defesa ao governo Dilma

No primeiro semestre deste ano, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou ato em algumas capitais brasileiras em defesa ao governo Dilma. Agora preparam novo protesto dia 20-foto: divulgação

No primeiro semestre deste ano, a CUT realizou ato em algumas capitais brasileiras em defesa ao governo Dilma. Novo protesto dia 20-foto: divulgação

Em contrapartida aos protestos que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcados para acontecer simultaneamente em todo o Brasil no próximo dia 16, o Partido dos Trabalhadores (PT) e os movimentos sindicais ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) se preparam para realizar um ato contra o que eles denominam “golpe político”. A previsão é que 50 mil pessoas participem do evento no dia 20, em todo o país.

Em Manaus, o vereador do PT, Professor Bibiano, explicou que o ato no dia 20 será em defesa da democracia e caracterizou a manifestação do dia 16 como um golpe contra a opinião pública. Bibiano criticou o protesto para derrubar a Presidência e afirmou que os números de desaprovação do governo federal vão mudar após as manifestações do dia 20.
“Quem está orquestrando essas manifestações não enxerga o quanto nosso partido melhorou muito o Brasil. No passado, um pai de família tinha que comprar um pão e partir no meio para dois filhos, agora já não é mais dessa maneira. Nós conseguimos melhorar a qualidade de vida das pessoas”, ponderou.

O vereador criticou as frentes que estão organizando a manifestação em favor do impeachment da presidente Dilma. Segundo ele, a classe dominante não se conforma em ver uma empregada doméstica frequentando o mesmo restaurante que ela, ou seus filhos na mesma escola que os filhos de um trabalhador menos favorecido. “Por isso eles orquestram essa manifestação. Tenho certeza que essa desaprovação com a presidente Dilma vai mudar, pois nas ruas o povo vai ver dados concretos, e com certeza vai mudar a opinião ao saber a verdade”, disse.

Para o petista, não há crise econômica e sim uma crise política que o país está atravessando. “A vitória do nosso partido não foi digerida por aqueles que querem acabar com a decisão do povo. No passado também era assim, quando o povo ou um partido popular está à frente, os opressores não ficam satisfeitos”, criticou.

Ele afirmou que a maioria dessas queixas contra o governo Dilma vem de pessoas de classes sociais mais favorecidas. “Ninguém faz ‘panelaço’ em periferia, você só vê isso em condomínios de luxo. Por isso que dia 20 vamos fazer um ato em defesa da democracia e da Petrobras, para ela não acabar, pois com todos esses bombardeios ela continua forte. Com o governo do PSDB a Petrobrás seria entregue de mãos beijadas”, completou.

A reportagem procurou as lideranças da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que também está encabeçando este movimento, mas foi informada de que os representantes estavam participando de uma conferência, em Brasília. O ato do PT que acontece dia 20 ainda não tem local definido.

Protestos

Planejando reunir cerca de 50 mil pessoas no ato contra a presidente Dilma neste domingo, representantes de movimentos que se associaram para este evento afirmam, categóricos, que o ato vai ser livre, apartidário e sem nenhum financiamento escuso.

“Nós repudiamos qualquer partido que queira levantar bandeira e se apossar da manifestação. O movimento é livre e não é partidário. Não é só contra a atual presidente, a Dilma é só a representatividade maior de um sistema político falido”, afirmou Kléber Romão, um dos líderes que está à frente desse protesto. Ele afirmou que para as pessoas não ficarem dispersas durante a manifestação, será montado um sistema de sonorização para que todos possam ouvir o que será dito no momento dos protestos.
Romão ressaltou que o microfone estará aberto para qualquer cidadão que queira defender o atual governo.

“Eles (sindicalistas ligados ao PT) não conseguem ouvir a opinião contrária, já nós fazemos um convite para qualquer pessoa que queira se mostrar contrário ao movimento mostrar porque defende o atual governo. Eu garanto a palavra para quem quiser se manifestar democraticamente”, destacou.

Os grupos que irão participar da manifestação no dia 16 serão: “Movimento Brasil Livre”, “Revoltados On-Line”, “Vem Pra Rua”, “Movimento Fora Dilma – AM”, “Movimento Amazonas em Ação”, “Face do Norte”, Sindicato dos Médicos do Amazonas, “Nas Ruas Contra a Corrupção”, “Movimento Brasil Melhor”, “Movimento Conservador do Amazonas”, “Clube Ajuricaba”, “Avança Brasil”, Maçonaria, Força Sindical, Centros Acadêmicos e DCEs de várias faculdades de Manaus. O ato acontece nas esquinas entre a rua Pará e avenida Djalma Batista.

PSDB-AM

Procurado pela reportagem, o presidente estadual do PSDB, Arthur Bisneto, afirmou que a legenda no Amazonas não está apoiando abertamente as manifestações e, sequer financiando estes grupos e os gastos referentes ao ato. Mas, exaltou a realização dos protestos.

Ele afirmou que vai participar da manifestação como cidadão, que está indignado com tudo que está acontecendo no país e não na qualidade de um deputado que integra um partido de oposição ao governo federal. “O PSDB não está à frente disso, quem está organizando são os grupos que mobilizam as pessoas em redes sociais. Assim como nós eles não aguentam mais ver tanta corrupção”, destacou.

Por Asafe Augusto

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