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Prova de rodeio: irmãs representam o AM nos ‘três tambores’ da Copa Nordeste

As irmãs irão representar o Amazonas na Copa Nordeste nos três tambores – fotos: Márcio Melo

A modalidade três tambores pode até ser desconhecida da maioria dos amazonenses, mas no que depender das irmãs Ana Karine, de 11 anos, e Ana Laura, 15, não será por muito tempo. A dupla começa a ganhar notoriedade em nível nacional no esporte, que utiliza um cavalo e sua velocidade para contornar os obstáculos. Tanto que entre os dias 28 e 30 de setembro elas representarão o Amazonas na Copa Nordeste, em Recife (PE).

Para chegar bem na competição, as competidoras treinam três vezes por semana e irão utilizar o Campeonato Amazonense da modalidade como preparativo. O torneio local será no dia 26, a partir das 18h, no Centro Equestre do Norte, no Tarumã, Zona Centro Oeste de Manaus.

Três tambores é uma prova de rodeio disputada somente com cavalos e que traz charme e elegância para dentro da arena, pois é a única que tem participação feminina (homens também participam). Essa prova combina a habilidade atlética do animal e da amazona ou cavaleiro para contornar os três tambores, em um percurso triangular preestabelecido, no menor tempo possível. Quem fizer o melhor tempo é declarado o vencedor.

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“A expectativa está muito boa. Tem alguns erros, mas gente consegue evitá-los com treinos e dedicação. Estou dominando a categoria infantil e isso para mim é muito bom”, diz a mais nova da família, Ana Karine.

Estudante da 7ª série do Colégio Militar, Ana Karine se sagrou campeã amazonense infantil e Laura foi vice-campeã amazonense na categoria feminina em disputa ocorrida em 2016. A mãe da dupla, Karine Braga, reforça que o esporte tem amadurecido as competidoras.

Ana Karine tem 11 anos e é estudante da 7ª série do Colégio Militar

“Ajuda muito o esporte. Os três tambores são fundamentais na vida dessas crianças. Elas pensam na vida do animal, olham o mundo com outros olhos. Isso é referência na vida dessas meninas. Além de viver o espírito competitivo, elas se tornam grandes cidadãs. É muito importante na adolescência o envolvimento com o esporte”, explica.

Ana Karine começou no esporte aos 10 anos, por uma ordem natural. Apaixonada pela natureza, o contato com os cavalos foi uma consequência. “Meus pais sempre gostaram de sítio e coisa rural. Lembro-me que a mamãe comprou uma égua e veio a ideia de entrar no hipismo, e agora estamos nos tambores. Hoje estou feliz na modalidade. Eu e a minha égua, ‘Athenua Playboy’, temos um entrosamento muito grande comigo e isso é fundamental na competição”, disse.

Já a competidora da categoria aberta e feminina, Ana Laura, busca pretensões diferentes no mundo do esporte. “Pratico apenas por hobby, mas existe uma vontade de vencer sempre. É muito raro alguém viver de provas de hipismo no Brasil. Mas vou disputando até outros compromissos, como faculdade ou trabalho, me ocuparem. Gosto muito da vida próxima dos animais e competindo sempre existe uma adrenalina a mais”, disse.

Ana Laura tem 15 anos e atualmente é vice-campeã amazonense na categoria

Vice-campeã amazonense em 2016, Laura acredita que não está longe de desempenhos melhores. “Preciso concertar algumas coisas, como virada do tambor. Preciso girar mais rápido, mas a arrancada e a chegada estão indo bem. Evoluí muito do ano passado para cá, quem sabe isso pode refletir nas conquistas a partir de agora”, frisou Laura.

Ana Laura luta contra o tempo para manter o ideal para as disputas. “Tenho as dificuldades de arrumar um horário para treinar. É muito difícil dar atenção aos dois (estudos e esporte). Mas, confio no meu entrosamento com o meu cavalo Make Bayon”, disse.

Esporte democrático

A contagem na disputa é feita por um dispositivo eletrônico e começa quando o focinho do cavalo cruza a linha de partida. A medida oficial entre os tambores é de 27,50 metros entre o primeiro e o segundo, e de 32 metros entre o segundo e o terceiro, podendo variar conforme a disposição das dimensões da pista. A derrubada de cada tambor penaliza a competidora em cinco segundos acrescidos ao tempo final. O tempo da amazona depende de vários fatores mais comumente associados às condições físicas e mentais do cavalo, às habilidades da competidora e ao tipo de solo.

João Paulo Oliveira
EM TEMPO

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