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Protesto no Peru impede grupo de amazonense a retornar para o Brasil

Sem poder deixar o país pela Interoceânica, o grupo de amazonenses aguarda o fim dos protestos no estado de Cuzco - foto: divulgação

Sem poder deixar o país pela Interoceânica, o grupo de amazonenses aguarda o fim dos protestos no estado de Cuzco – foto: divulgação

Um grupo de cinco amazonenses está impedido de retornar ao Brasil, desde a última quinta-feira (26), em virtude da interdição das rodovias no estado Madre de Dios, a sudeste do Peru, promovida por um grupo de mineradores. Desde o último dia 23, mineradores irregulares exigem a anulação de três decretos legislativos que consideram ilegais às atividades desempenhadas e que beneficiariam apenas as empresas mineradoras.


Aproximadamente 500 manifestantes estão distribuídos pela capital de Madre de Dios, em Puerto Maldonado, além da cidade de Mazuco, obstruindo o tráfego da rodovia Interoceânica, que dá acesso ao território brasileiro, pelo estado do Acre. Os manifestantes também armaram barricadas na cidade de Iñapari, na província de Tahuamanu, localizada na tríplice fronteira entre o Peru, Brasil e Bolívia.

Sem poder deixar o país pela Interoceânica, o grupo de amazonenses aguarda o fim dos protestos no estado de Cuzco. “O relato que estamos tendo da imprensa local é de até ambulâncias que tiveram o pneu furado com pacientes dentro. E, violência mesmo. Soubemos de outros brasileiros que estão na área de conflito e outros que estão em situação semelhante à nossa ”, relatou o médico Ricardo Amaral Filho, 37, que integra o grupo.

Amaral entrou no país no dia 22, acompanhado dos amigos médicos, George Nobre Vieira, 31, Ricardo Cesar Garcia Amaral, 65, o tatuador Odilon Planca, 52, e o empresário Cláudio Sérgio Ramos Batista, 46. “Estávamos fazendo um ‘mototurismo’, então viemos com um carro de apoio com uma carretinha e três motos. Na quinta-feira (26) iniciaríamos o retorno, mas na estrada Transoceânica ficamos sabendo das dificuldades. Então, aconselhados pelo nosso consulado, decidimos não ir para Madre de Dios onde está tendo conflito por questão de segurança”, informou.

Espera

Em contato com a embaixada brasileira, os amazonenses foram aconselhados a permanecer em Cuzco.  “Mudamos para uma pousada um pouco menor e mais afastada da parte turística, para diminuir os gastos.  Nossa previsão de gastos era para menos dias. Ainda temos um dinheiro de segurança, caso contrário vamos ter que lançar mão de cartão de crédito. Porque infelizmente a embaixada do Brasil e o consulado explicaram que eles funcionam para duas coisas: quando existe risco de vida e/ou perda de documentos. Como não nos enquadramos em nenhum dos dois casos neste momento, então eles não têm nenhum tipo de ajuda e como fazer ajuda financeira. Isso foi informado”, pontuou.

Ainda segundo Ricardo, o grupo aguarda a liberação da rodovia, mas teme que a greve iniciada em Madre de Dios pelos mineradores irregulares se estenda a Cuzco, no próximo mês. “Estamos aguardando e até um pouco ansiosos porque existe possibilidade de uma greve ser deflagrada no dia 2, no Estado de Cuzco”, afirmou.

Por Ive Rylo

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