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Protesto e comoção marcam cortejo e sepultamento de motorista assassinado a facadas em Manaus

O cortejo foi acompanhado por muitos amigos e colegas de trabalho do motorista – foto: Josemar Antunes

O cortejo foi acompanhado por muitos amigos e colegas de trabalho do motorista – foto: Josemar Antunes

Em clima de muita tristeza e comoção, foi sepultado na manhã deste domingo (3), no cemitério Aparecida, bairro Tarumã, Zona Oeste, o motorista de ônibus Márcio Gama da Silva, 37, assassinado a facadas no início da noite da última sexta-feira (1º), no terminal da linha 448, bairro Cidade de Deus, Zona Norte.

Com a presença de familiares, amigos e dezenas de colegas de profissão, a cerimônia foi marcada pela revolta dos que conheciam a vítima, pela qual pediam justiça e uma rápida solução das autoridades públicas para o crime.

Durante o cortejo, que percorreu várias ruas de Manaus, o grupo usou faixas e cartazes para se manifestar contra a falta de segurança na cidade para as famílias de bem.

Após sair da funerária São Francisco, na Cidade Nova, Zona Norte, onde o corpo foi velado durante a tarde de ontem, o cortejo seguiu para frente da garagem da empresa Eucatur, União Cascavel, na avenida Camapuã, onde houve uma rápida manifestação, e depois seguiu pelas avenidas Noel Nutels e Max Teixeira em direção ao cemitério.

Dezenas de carros, motos e alguns ônibus levaram os amigos de Márcio para o último a adeus ao pai de família que deixou esposa e dois filhos. O sepultamento aconteceu às 10h47.

Comoção no sepultamento do motorista assassinado em Manaus - foto: Josemar Antunes

Comoção no sepultamento do motorista assassinado em Manaus – foto: Josemar Antunes

Cláudio Silva Lina, 41, que trabalhava com Márcio há cinco, lembrou que a vida do motorista sempre foi de muito trabalho. “Era de casa para o trabalho e do trabalho para casa”, disse lembrando que o motorista operava a linha 448 há nove anos.

Já uma vizinha da vítima, Jéssica dos Santos, 22, lembrou da pessoa boa que era Márcio. “Ele era uma ótima pessoa. Trabalhador, estava sempre cuidado da família e da esposa. Nunca foi de briga”, contou aos prantos.

Alguns diretores do Sindicato dos Rodoviários também se fizeram presentes e reivindicaram mais segurança aos profissionais do transporte coletivo. “Assim como o transporte público, a segurança pública também é essencial a uma sociedade. E a missão do Estado nesse sentido vem deixando a desejar, vindo a ceifar a vida de pais de família”, disse Gleydson Gama, um dos diretores da entidade.

Ele ressaltou que a categoria está com medo de trabalhar e frisou que fatos como a morte de Márcio já eram anunciados, visito que antes do Natal, diversos assaltos e arrastões já vinham acontecendo nos finais de linha. “Infelizmente, a polícia não tomou providências quando a isso. Então praticamente foi uma tragédia anunciada. Agora estamos aguardando uma resposta do governo”.

Muito abalada emocionalmente, a viúva de Márcio, Alessandra do Carmo, 38, pediu por justiça pelo esposo e também para que o sindicato da categoria olhasse cada vez mais pelos trabalhadores, assim como para que o governo aumente os cuidados com a segurança pública.

“Quantos pais de família mais vão ter de morrer, quantos filhos mias terão de ficar órfãos para que se tome uma providência?”, questionou, lembrando que antes de falecer, Márcio contou que, neste fim de ano, praticamente todos os dias tinha arrastão na linha onde trabalhava.

Por equipe EM TEMPO Online

Colaborou Josemar Antunes

1 Comment

1 Comment

  1. Charles Campelo

    4 de janeiro de 2016 at 03:00

    Conteúdo bom, mas estão pecando em ortografia. Texto com diversas trocas de letras!

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