Economia

Protesto de vigilantes deixa clima tenso nas agências bancárias de Manaus

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Um protesto realizado por trabalhadores do serviço de vigilância patrimonial de Manaus está deixando o clima tenso nas agências bancárias da capital na manhã desta sexta-feira (14). A paralisação de advertência visa chamar a atenção do Estado, que abriu licitação para contratar agentes de portaria para o lugar de aproximadamente quatro mil trabalhadores da categoria que atuam nas estruturas do serviço público.

Com faixas, bandeiras e apitos, os manifestantes se concentram na praça Heliodoro Balbi, mais conhecida como ‘Praça da Polícia’, na avenida Sete de Setembro, Centro, o que complica o trânsito na área. Policias da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Ronda ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e Força Tática acompanham a ação e reforçam a segurança na área.

Vários grupos organizados de vigilantes participam do movimento. Alguns deles entraram em duas agências bancárias localizadas na avenida para chamar os colegas a participarem do protesto e causaram tumulto, deixando o clima tenso entre os usuários de serviços dos bancos Itaú e Santander.

A ideia é fazer com que os vigilantes que ainda estão trabalhando apoiem a paralisação de advertência que acontece hoje.

De acordo com representantes da categoria, cerca de 800 vigilantes já foram demitidos e pelo menos 600 devem seguir o mesmo caminho. Tudo por conta dessa decisão do governo de retirar os vigilantes dos órgãos públicos par substitui-los por agentes de portaria.

A situação está tensa e os manifestantes prometem andar em todos os bancos do Centro visando convencer os colegas a deixarem seus postos e aderirem ao protesto. Caso consigam, as agências serão fechadas, pois sem vigilância elas não podem funcionar.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Vigilância, Segurança, Transporte de Valores e Curso de Formação do Estado do Amazonas (Sindesp-AM), Valderli Bernardo, uma greve da categoria para a próxima semana não está descartada. Ele pediu desculpas à sociedade pelos transtornos que a ação de hoje está causando, mas disse que os vigilantes não têm alternativa, a não ser protestar.

“A paralisação de hoje é de advertência, mas a greve continua sendo uma possibilidade, caso o governo não repense sua decisão”. Ele argumenta que o valor gasto com essa contratação é equivalente ao dispensado com os vigilantes e que a qualidade do serviço destes é superior, visto que formação profissional na área.

“Passamos por uma academia de formação autorizada pela Polícia Federal e temos porte de arma para uso em serviço, coisa que o agente de portaria não tem. Ou seja, o patrimônio público, as pessoas que lá laboram nessas instituições ou que buscam seus serviços ficam a mercê da falta de segurança e da bandidagem que toma conta da cidade”.

Conforme Bernardo, ainda não existe diálogo com o governo. A categoria fez uma primeira manifestação há um mês na sede do governo, esperando conversar com o governador José Melo, mas foi encaminhada à Secretaria de Planejamento. “O secretário foi enfático: nós vamos fazer a mudança porque não há dinheiro”.

Quando os vigilantes param suas atividades nas agências bancárias, elas não podem funcionar porque descumprem as normas do plano de segurança aprovado pela PF e Branco Central do Brasil.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Nindberg Barbosa, disse que a categoria apoia o movimento dos vigilantes. “Com vigilantes a segurança nos bancos já é fragilizada, imagine sem. Além disso, nós entendemos que a classe precisa manter seus postos de trabalho”, comentou.

Por equipe EM TEMPO Online

 

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