Dia a dia

Promotor de Justiça recebe escolta depois de levar um tiro

 A Polícia Civil trabalha na elucidação do crime e ainda não tem pistas dos criminosos. - foto: Alberto César Araújo


A Polícia Civil trabalha na elucidação do crime e ainda não tem pistas dos criminosos. – foto: Alberto César Araújo

Após sofrer um atentado na última sexta-feira, o promotor de Justiça Paulo Stélio e a família dele receberam escolta de agentes de segurança do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), desde o último domingo. A medida, determinada pelo órgão, é para evitar um novo ataque à vítima.

O promotor foi perseguido por motoqueiros até o estacionamento de casa, no condomínio Itaporanga II, na alameda Arábia, bairro Ponta Negra, Zona Oeste. Ainda dentro do carro, um modelo SW4 de cor branca, ele foi alvejado no braço esquerdo por um dos suspeitos, que chegou a olhar dentro do veículo para se certificar de que a vítima estava morta.

Quatro dias depois do crime, a polícia trabalha com a hipótese de tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte).

Uma autoridade, que pediu sigilo do nome para não atrapalhar as investigações, informou que o promotor pode ter sido confundido com outra pessoa. Na ocasião, o suposto alvo dos criminosos também estava em um carro da mesma cor e modelo similar ao do promotor. O alvo teria saído de uma agência bancária, trafegado pela avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste, fazendo o mesmo trajeto da vítima, que voltava para a residência. Na entrada do bairro Lírio do Vale, mesma zona, o alvo teria dobrado em direção ao bairro, enquanto o promotor foi perseguido pelos motoqueiros até a casa dele, onde foi alvejado e teve de se fingir de morto.

A autoridade disse que a outra possibilidade, que não pode ser descartada, é de que o promotor possa ter sofrido uma retaliação em razão da rígida atuação na 63ª Promotoria de Justiça de Urbanismo do MP-AM. “Há pessoas que, não satisfeitas com o não deferimento de licenças, têm características de mandar cometer um tipo de crime”, frisou.

A Polícia Civil trabalha na elucidação do crime e ainda não tem pistas dos criminosos. Já o promotor voltou a trabalhar ontem e deverá passar por cirurgia em 30 dias para a retirada de projétil alojado na clavícula.

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