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Promotor chama Marcelaine de promíscua e ironiza versão do ‘susto mortal’, chamando-a de mentirosa

O promotor disse que a socialite mentiu durante todo o inquérito policial - foto: Ione Moreno

O promotor disse que a socialite mentiu durante todo o inquérito policial – foto: Ione Moreno

O segundo dia de julgamento do ‘caso Marcelaine’, no Fórum Henoch Reis, Zona Centro-Sul de Manaus, começou nesta quinta-feira (2) com o promotor Rogério Marques sustentando a tese de que a socialite Marcelaine Shumann premeditou a morte de Denise Almeida, sua rival no triângulo amoroso com o empresário Marcos Souto.

O promotor chamou a ré de promíscua e relembrou as diferentes versões dadas por Marcelaine ao caso, afirmando que a socialite mentiu durante todo o inquérito, referindo-se ao primeiro depoimento dela em 15 de janeiro, quando negou o envolvimento amoroso com o empresário Marcos Souto.

“Não há nada de nobre ou de bonito nessa história. A Marcelaine achava normal ter um caso amoroso, mesmo sendo casada e ainda pior, o amante também sendo casado, o que ela não aceitava era que outra pessoa pudesse ser amante do seu amante. O adultério era somente dela e não queria que ninguém atrapalhasse, por isso planejou o crime para tirar Denise de seu caminho”, disse o promotor.

Rogerio Marques também rebateu a versão dada pela socialite e pelos outros réus de a intenção era apenas darem um susto em Denise e não mata-la.  “Susto é estourar um balão, gritar, fazer uma careta. Isso é susto! Mas, para eles susto, é dar uma surra. Uma surra que pode deixar a pessoa aleijada ou morta. Uma surra com uma arma, uma pistola!? Susto mortal?”, indagou Rogério Marques, completando que a arma que Rafael usou para cometer o crime não é arma de matar passarinho, e sim de matar gente.

O representante do Ministério Público disse ainda que se os acusados tivessem a oportunidade de serem julgados mais vezes, cada vez mais seria uma nova história. “Primeiro era a história da dívida, agora é a história do susto”, ironizou o promotor.

Durante o seu pronunciamento, o promotor mostrou para jurados fotos do laudo da perícia feita no carro da vítima, onde, segundo ele, mostra a clara intenção de matar Denise e não de dar apenas um susto.

Ele argumentou ainda que Marceliane casou com o marido somente por interesse e que soube desempenhar bem o papel, dissimular e enganar o companheiro por nove anos, mantendo um relacionamento paralelo com outro homem.

“A Marcelaine era de família humilde e casou por interesse. O marido sustentava toda família dela. Ela só sabia gastar o dinheiro dele, nunca trabalhou, nunca soube ganhar dinheiro, mas gastar ela sabe”.

O promotor também questionou alegação dos réus sobre não prestado depoimento na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e de que somente teriam assinaram os depoimentos, tendo sido torturados pelos policiais. “A polícia não inventou nada. Tudo que está no processo foi falado pelos acusados. A polícia somente reproduziu o que eles falaram”.

O promotor encerrou pedindo aos jurados a não absolvição dos réus, pois para ele todos são culpados.

Por Mara Magalhães

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