Dia a dia

Projetos na área de saúde poderão ajudar no diagnóstico de doenças tropicais

Os trabalhos são realizados basicamente em áreas temáticas em relação a saúde - foto: divulgação

Os trabalhos são realizados basicamente em áreas temáticas em relação a saúde – foto: Ione Moreno

Projetos voltados para as áreas de epidemiologia, microbiologia e parasitologia, desenvolvidos por pesquisadores e bolsistas do Instituto Leônidas e Maria Deane (IMLD/Fiocruz Amazônia) que atuam nos Programas de Apoio à Iniciação Científica (Paic) e Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), poderão ajudar no diagnóstico precoce e no combate ao aumento de doenças como zika, dengue, febre chikungunya e malária.

Ao longo desta sexta-feira, o resultado das pesquisas foi apresentado durante a 13ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), do ILMD e 24ª edição da Raic da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O evento aconteceu no salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul.

De acordo com o pesquisador e coordenador da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), Felipe Pessoa, o projeto de iniciação cientifica da Fiocruz, tem um pequeno diferencial dos demais. Os trabalhos são realizados basicamente em áreas temáticas em relação a saúde. Os estudantes pesquisam situações inseridas em áreas coletivas, sociais e até mesmo em aspectos de pesquisas básicas voltadas a ecologia, taxionomia de organismo, que causa determinadas doenças de biologia molécula. A linha de pesquisa é bem ampla, voltada exclusivamente para as questões de saúde.

“Nós, por exemplo, estamos tendo estudos voltados na área social e prática, na avaliação do programa mais médicos. Estamos ainda tendo estudos voltados na pesquisa básica para diagnostico rápido da dengue, chikungunya e zika, tudo com aprimoramento de técnicas. Outras pesquisas estão sendo desenvolvidas ainda para a detecção rápida da malária e criação de kit imunológicos. Então nós temos diversos aspectos que são bastante relevantes e que podem ser implantados logo”, disse.

Os projetos ainda estão em etapas de pesquisas iniciais, observou. De acordo com ele, a Fiocruz faz estudos que tem uma aplicabilidade para o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que o somente o Ministério da Saúde poderá indicar se a pesquisa é ou não viável para aplicação na população.

“Indicamos o caminho e os tomadores da decisão, no caso o Ministério da Saúde, avaliam a possibilidade de utilizar os projetos para beneficiar a população. O nosso programa atualmente conta com estudantes do CNPq e Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), e tem a mesma finalidade de procurar despertar a vocação cientifica entre eles para terem a experiência de saber se realmente é este caminho que querem seguir ou não”, pontuou.

 

Por Gerson Freitas

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