Cultura

Projeto ‘Vitrine das Artes’ pretende descobrir talentos em Manaus

Para Gleber Silva, a vocação para a arte pode surgir quando criança ou na fase adulta - foto: divulgação

Para Gleber Silva, a vocação para a arte pode surgir quando criança ou na fase adulta – foto: divulgação

A arte que por muitos é desvalorizada se faz necessária para bons e maus momentos. Não se passa um dia sem escutar uma música, ver um filme ou apreciar algumas fotos, e por essas e outras as pessoas se perguntam se têm vocação para alguma arte. Além de ser uma paixão para muitos, existem aqueles que enveredaram pelo caminho da arte conseguindo trabalhar e viver do que gostam de fazer.

De acordo com o sócio proprietário da Produtora D8 Imagens, Gideão Paixão, para uma pessoa descobrir a sua vocação ela deve buscar aquilo que mais a atrai, precisa ser apaixonada e gostar muito do que faz.

“Observar ao redor e perceber o que atrai e o que se sente bem fazendo, esse é o início para se descobrir uma vocação. Há pessoas que têm talento para a música, outras para a fotografia e algumas para a produção de vídeos. Não é difícil descobrir do que gosta, mas o empenho para fazer uma paixão dar certo deve ser o maior possível”, afirma Gideão, ao lembrar que soube que tinha vocação para produção após comprar uma câmera amadora e fazer vídeos em igrejas e de amigos.

“Comecei em 2002 e, desde lá, penso que o vídeo é uma forma de expressão. O artista plástico tem a expressão dele nos quadros ou esculturas, eu tenho na produção dos documentários, filmes de casamentos e clipes de bandas. Gosto de contar histórias por meio do meu trabalho”, diz.

O produtor hoje trabalha com o que gosta. Atualmente, além de produzir vídeos de clientes da sua empresa, Gideão também é produtor audiovisual das organizações Bemol e, segundo ele, se uma pessoa planeja algo na área artística até mesmo como negócio, primeiramente tem que gostar, se aprofundar e acreditar na sua arte. Depois que isso acontece, é preciso continuar buscando conhecimento e aplicar as técnicas naquilo que é apaixonado.

“O empreendedorismo é adaptar a paixão a algo rentável. Se tem uma ideia, começa fazendo de forma simples até ir descobrindo se é para aquilo que você tem vocação. Se for na questão de vídeo, começa a filmar os amigos, a família e o que acontece ao redor, mas sempre olhando para outros profissionais que já estão há mais tempo na área. Faz o vídeo e divulga esperando o retorno para sempre ir melhorando no que for necessário”, observa.

Atração

Segundo o baterista Gleber Silva, a vocação para a arte pode surgir quando criança, ou até mesmo na fase adulta. O músico afirma que se sentiu atraído pelo instrumento, que segundo ele tem uma forma de expressão diferente, e iniciou aos 14 anos algo que antes era considerado apenas uma diversão.

“Eu descobri na bateria uma expressão que me completa, percebi que o instrumento trazia coisas importantes para a minha vida. Após eu me aprofundar e ‘sugar’ bons músicos comecei a viver disso”, conta o baterista, que garante amar o que faz. Gleber atua como músico convidado em diversas bandas de estilos diferentes, indo do rock ao pagode.

Após buscar mais conhecimento sobre o instrumento, ele afirma que sabia que essa era a sua vocação. “Comecei a me dedicar e empenhar, conheci bons músicos e aprendi com eles. O mais importante é colocar sentimento no que se faz, pois é preciso, além da técnica, ter a emoção para se fazer boas músicas. Costumo dizer que, hoje, a bateria é minha segunda esposa”, afirma.

Por Asafe Augusto

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