Esportes

Projeto ensina artes maciais nas escolas públicas em Manaus

Alunos da Escola Irmã Dulce, entre 8 a 12 anos, participam de aulas de artes marciais - foto: divulgação

Alunos da Escola Irmã Dulce, entre 8 a 12 anos, participam de aulas de artes marciais – foto: divulgação

O Projeto Segundo Tempo, da Prefeitura de Manaus em parceria com o Ministério dos Esportes, vem recebendo inovações. Na Escola Municipal Irmã Dulce, no bairro Petrópolis, Zona Sul, e no Complexo Esportivo do Vicentão, no bairro Aleixo, zona Centro-Sul. Nessas unidades, além das atividades com futebol, as crianças têm ações voltadas para o aprendizado de matemática e artes marciais.

Na Escola Municipal Irmã Dulce, cerca de 90 crianças, com idade entre 8 a 12 anos, participam do Programa Matemática Viva, cujo objetivo é unir atividades de matemática aplicadas na sala de aula com jogos de xadrez.

A ideia nasceu da necessidade dos alunos da comunidade São Sebastião em melhorar o desempenho na disciplina. Como estariam na escola no contraturno das aulas, a proposta foi aceita pela direção da escola. De acordo com a coordenadora do projeto na escola, Bárbara Boaventura, as crianças que estudam do 1° ao 5° ano têm, entre as alternativas depois do horário escolar, aulas de xadrez, treinos de futsal, handebol e queimada.

“A procura dos pais para matricular seus filhos no Projeto tem aumentado quando eles sabem do sucesso do projeto, que oferece inclusão dos alunos por meio de atividades físicas e intelectuais depois das aulas”, disse Bárbara.

Mikael Henrinque, 10, aluno do 4° ano do ensino fundamental, é um dos muitos participantes do Projeto Segundo Tempo. Antes, depois das aulas, ficava na casa com a avó. Agora, o maior sonho do garoto é ser um ginasta olímpico.

“Antes eu ficava na rua porque não tinha o que fazer, mas agora fico ocupado na escola, aprendendo e praticando esportes”, contou ele, ao explicar que na escola aprende várias modalidades esportivas com a educação física. “Aprendi também a jogar xadrez e hoje já brinco com minha família em casa”, afirmou o estudante.

Artes marciais

Artes marciais como estratégia de um futuro melhor para as crianças é a fórmula de tirá-las do mundo das drogas. Essa foi a saída encontrada pelo professor de Educação Física, Inácio Cruz, também coordenador de núcleo do Programa Segundo Tempo no Complexo Esportivo do Vicentão, no bairro Aleixo, zona Centro-Sul.

O espaço conta com dois campos de areia, quadra de areia para voleibol e outra construída para atividades educativas, onde são realizadas todas as manhãs, de 8h até às 12h, aulas de introdução ao boxe e ao taekwondo. Ali, os professores graduados Inácio Cruz e Evandro Pereira, monitores das atividades, unem os conhecimentos adquiridos nas artes marciais para ensinar o caminho de disciplina e concentração às crianças da comunidade.

Nas escolas, a aceitação do programa foi grande, maior ainda quando os professores aliaram às aulas recreativas de futebol, aulas de lutas olímpicas, como: jiu-Jitsu, boxe e taekwondo.

Colocar o filho no programa Segundo, com aulas de boxe foi algo encantador para a dona de casa, Jucinéia Fernandes, mãe do Roberti Gomes, de 8 anos. “Eu me preocupava muito com meu filho, pois ele nunca foi de dar trabalho, mas ele era muito na dele, e muito recatado. Tinha medo dele se machucar ou ser machucado por alguém, então fiquei sabendo das aulas de boxe próximo da minha casa. Hoje, vejo meu filho mais confiante, querendo ser mais independente, sem querer ser rebelde, sempre na disciplina”, contou.

 

Da redação

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