Sem categoria

Projeto ‘Ecoleta’ transforma óleo de cozinha usado em produtos de limpeza, energia e combustível, em Manaus

De cunho ambiental projeto aos poucos vem conscientizando sobre o descarte irregular do produto no meio ambiente - foto: Márcio Melo

De cunho ambiental projeto aos poucos vem conscientizando sobre o descarte irregular do produto no meio ambiente – foto: Márcio Melo

Essencial no preparo de alimentos, o óleo de cozinha também serve para lavar roupa – entre outras atividades domesticas – depois de processado e transformado em sabão. Um projeto experimental do Departamento de Química e Agronomia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) pretende tornar a coleta de óleo usado e seus resíduos, em reciclagem mensal. Na fase de testes, o óleo recolhido em quatro pontos de coleta é repassado à associação de catadores e empresas do Distrito Industrial.

A ideia do ‘Ecoleta’, projeto constituído por meio do programa de extensão da Ufam, surgiu em 2009, após um levantamento realizado pelo centro de pesquisa da instituição, revelando, que somente nas residências de Manaus, é descartado mensalmente, uma média de 290 mil litros de óleo.

“Um dos objetos é atrair a população para a consciência ambiental. Não somente o público que está dentro da universidade, mas o que está no torno, os visitantes e as diversas comunidades que participam da universidade. Estamos visitando também, igrejas, escolas, associações para levar esse conhecimento de que qualquer um de nós é capaz de transformar esse óleo, que seria jogado no esgoto e principalmente no meio ambiente, em material que pode ser usado pela própria dona de casa”, explicou uma das coordenadoras do projeto, a química Vanuza Oliveira.

A princípio a equipe do Ecoleta, formado por professores e alunos da Ufam, recolhe o óleo, gerado no campus da Ufam e depois destina às associações de catadores, onde é feito o procedimento de transformação do produto em sabão. Após esse processo, as associações são responsáveis pelo beneficiamento. Atualmente a Associação de Reciclagem e Preservação Ambiental, Harpa e Associação de Santa Luzia, são parceiras do projeto.

Energia

Além dessas entidades, algumas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), recebem as doações de óleo de cozinha para transforma-lo em energia elétrica, podendo ser usada em caldeiras ou aproveitam o produto na geração do combustível biodiesel, ressaltou Vanuza.

Segundo ela, a grande preocupação da equipe, é o destino final desse óleo quando não é coletado e devidamente tratado. O produto descartado inadequadamente no meio ambiente, gera danos irreversíveis. “Muitos não sabem, mas o óleo jogado no esgoto, gera a contaminação e a poluição dos rios, nascentes, e contribui ainda para a proliferação de pestes, como barata, ratos, insetos, gerando doenças. Por isso a nossa campanha de transformar o que faria mal ao meio ambiente em produtos menos agressivos”, salientou.

Ação

Para que o projeto amplie a sua área de atuação, a coordenadora do Ecoleta chamou a atenção para o fato de que a comunidade também deve participar ativamente, iniciando em casa o hábito de após a fritura, armazenar o óleo frio em algum recipiente. Em seguida levar o produto para um dos pontos de coleta, localizados na Lagoa do Japiim, na praça dos Bilhares ou na praça de alimentação do bairro Dom Pedro. A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), é responsável pela coleta nestes pontos e pela destinação às associações credenciadas.

A próxima etapa do projeto, destacou Vanuza será a criação de um ponto de coleta mensal na Ufam, pois a grande dificuldade neste momento é a logística de coleta na cidade. Segundo ela, por ser um assunto pouco falado, a população ainda não sabe para onde destinar o óleo usado diariamente em casa.

Por Gerson Freitas

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir