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Projeto de Lei que torna o Curumim patrimônio cultural do Estado vai à sanção do governador

Mario Adolfo e sua criação, o Curumim - foto: divulgação

Mario Adolfo e sua criação, o Curumim – foto: divulgação

Vai a sanção do governador José Melo (Pros), o projeto de Lei 283/2015, que torna o personagem infantil Curumim – de criação do jornalista e diretor  de redação do EM TEMPO, Mario Adolfo – em Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do  Amazonas. O projeto, de autoria do Deputado Dermilson Chagas (PDT),  foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta quinta-feira (5).

O Curumim, o último herói da Amazônia, circula encartado como suplemento infantil nos jornais de Manaus há 31 anos. O personagem amazonense é símbolo da preservação e conscientização ambiental desde 1983.

De acordo com autor do projeto, o personagem consegue resgatar a história do Amazonas, através de simbologias da realidade local.

“Quando andamos por Manaus, são poucas as ruas e lugares que lembram a nossa fauna, a nossa flora, nossa história e nossas raízes. O curumim promove esse resgate do que temos de melhor, falando do meio ambiente, da sociedade, do nosso passado. Quero continuar vendo os encartes no fim de semana, e gostaria muito que fosse mais difundido nas escolas, nas instituições, nas ruas, para que mais crianças conheçam esse patrimônio cultural que temos“, disse Dermilson.

Já a  deputada estadual Alessandra Campelo (PCdoB) contou que tem uma ligação afetiva com o personagem, que lê desde criança. “O curumim relembra bastante minha infância, pois foi um personagem que acompanhei nessa fase. Sempre tratou a questão ambiental e nossa realidade usando uma abordagem didática que cativa as crianças. É um elemento fundamental do nosso patrimônio cultural, que traz consigo uma representatividade fiel da nossa terra. Mario Adolfo foi muito feliz com essa ideia”, concluiu.

Em depoimento, o deputado Bi Garcia (PSDB) prestou suas homenagens dizendo que “transformar o projeto Curumim em patrimônio cultural imaterial do Amazonas é um agrado para as crianças do nosso Estado”.

“Além de ser um personagem defensor das nossas florestas, tem um nome muito característico da nossa gente, principalmente por ser uma expressão muito usada pelos moradores do Baixo Amazonas para se referir aos pequenos. Parabenizo o criador do personagem, o jornalista Mario Adolfo, por idealizar esse retrato do moleque amazonense e também louvo a iniciativa do deputado Dermilson Chagas, autor do projeto de lei.”

Mario Adolfo agradeceu a sensibilidade do autor do projeto e disse estar feliz  em “tocar o sonho em frente com o filho, o publicitário Marcus Vinicius”.

“O curumim, criado em 1983, já chegou falando em defesa do meio ambiente e ecologia quando isso ainda não era moda. O maior elogio que recebi foi quando uma professora de filosofia me disse que o Curumim era a Mafalda da Amazônia, uma comparação com a personagem famosa do cartunista Argentino Quino. Para mim, é um reconhecimento a um  trabalho de quase 35 anos. Hoje os e-mails que chegam ao jornal são de pais que leram  o Curumim quando eram crianças e estão passando aos seus filhos. Outra coisa confortante e encontrar, hoje, pessoas, como encontro, dizendo que são ecologistas porque liam  o Curumim quando eram crianças. Quer dizer, a semente do amanhã foi plantada”, disse.

O Curumim

Em sua longa trajetória, o indiozinho leva informação, cultura e divertimento à geração de crianças em todo o estado. O Curumim virou cartilha educativa sobre a história do Amazonas, lançada na Suécia, em 1988; teve quadrinhos publicados na coletânea ‘Curumim, o último Herói da Amazônia’, lançado na feira do Serviço Social do Comércio (Sesc), em 1993; contou a história em quadrinhos no livro A.E.I. Ópera, lançado pela Secretaria de Cultura (SEC), na Bienal  Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, em 2000; foi o mote da campanha de conscientização do Festival de Parintins – Curumim Contrário ao Lixo, em 2013; através de quadrinhos,  foi lançada a história do livro na I Bienal do Livro do Amazonas  – Curumim conta História do Livro, em 2012; o indiozinho também foi tema da  30ª edição da Feira de Livro, do Sesc, em 2015.

Agora, totalmente repaginado e com uma nova proposta, o Curumim está de volta aos domingos, como encarte do Jornal EM TEMPO. Em seu novo conteúdo, foram adicionados temas da atualidade e de interesse de novas gerações, porém, sem perder a simpatia que leva consigo há  mais de três décadas.

Por Luana Dávila

 

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