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Projeto “Arboriza Manaus”, chega no conjunto Eldorado

Atividade além de servir para celebrar o Dia da Terra, também sensibilizou a comunidade para a preservação do espaço - foto: Altemar Alcântara/Semcom

Atividade além de servir para celebrar o Dia da Terra, também sensibilizou a comunidade para a preservação do espaço – foto: Altemar Alcântara/Semcom

Um abraço simbólico marcou o início do projeto de preservação da margem e do entorno do igarapé do Bindá, no trecho que integra o Parque Linear Passeio do Bindá, localizado no conjunto Eldorado, no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul, na manhã de ontem. Na ocasião, moradores realizaram o plantio de 30 mudas de espécies florestais ao longo do passeio. Mudas ornamentais também foram distribuídas à população. A atividade também serviu para marcar o Dia da Terra, celebrado ontem, em todo o mundo.

A ação realizada ontem, será desenvolvida ainda em 56 pontos da cidade, distribuídos em todas as zonas geográficas. A Zona Norte é a próxima região a receber as atividades do projeto “Arboriza Manaus”, que pretende até o fim deste ano, fazer o plantio de pelo menos 10 mil mudas, conforme informou o secretário municipal de meio ambiente e sustentabilidade, Itamar de Oliveira.

“Estamos fazendo uma ação de sensibilização ambiental, dentro do nosso projeto ‘Arboriza Manaus’, que pretende plantar até o fim do ano 10 mil mudas. Exatamente neste local, estamos aproveitando a iniciativa dos moradores para fazer a reposição das mudas, com o objetivo de contribuir com o verde existente numa área importante e que está situada entre duas grandes vias da cidade.  Aqui tem fauna, então nós vamos cada vez mais, procurar fazer ações no sentido de preservar essa situação”, destacou Itamar.

O local que estava abandonado e vinha servindo como descarte de lixo pelos próprios moradores e comerciantes do conjunto, além de área de invasão por empresários e abrigo para usuários de drogas e assaltantes, passará a partir de agora, a contar com estratégia de gestão para áreas verdes que envolva sempre a comunidade, afirmou o secretário. “O igarapé tem seus problemas de degradação e o entorno sofre com outras situações, consideradas históricas. Mas será feito todo um trabalho, no sentido de procurar reverter esse quadro. A população é de fundamental importância para essas ações. Qualquer trabalho que venha a ser desenvolvido por nós, tem que ter a efetiva participação da população. Se ela não participar, fica difícil continuar com as atividades”, observou.

Foram plantadas, no total, 30 mudas de árvores de espécies florestais e também frutíferas (na APP), em razão da existência de fauna no local. A ação contou com o apoio da comunidade.

O presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Eldorado (AMAE), Jersen Orellana, chamou a atenção para o fato de que as ações desenvolvidas em parceria com órgãos públicos, vão muito além de embelezamento da área, é uma questão de sobrevivência e garantia das próximas gerações.

“Por muitas vezes o poder público não tem pernas para fiscalizar todas as áreas. Por meio das denúncias dos moradores, conseguimos manter esse local intacto, sem invasões. Isso é uma ação conjunta que visa proteger esse patrimônio físico e natural, que deve ser mantido para as futuras gerações. Isso tem muito mais a ver com o futuro do planeta, com a sobrevivência da espécie humana, do que uma simples ação de embelezamento ou de cuidado momentâneo dessa área”, salientou Jersen.

Ainda segundo ele, a associação está iniciando um trabalho de conscientização com a população, principalmente com as pessoas que não habitam o conjunto, para apoiarem a causa, considerada pelos moradores justa e louvável.

“A invasão de pessoas que não tem a consciência ambiental vem provocando essa situação de destruição. Infelizmente esse cenário vem sendo provocado por quem deveria preservar, mas que prefere ser oportunista. A preservação desta área de fragmentos florestais urbanos, com biodiversidade e riqueza de fauna e de flora, depende de uma ação conjunta, não somente dos moradores do Eldorado com órgãos públicos, mas de toda a sociedade”, pontuou.

 

Por Gerson Freitas

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