Economia

Programa prevê R$ 50 milhões para aumentar produtividade de pequenas indústrias

O atendimento completo dura 120 horas e o investimento por empresa é de R$ 18 mil - foto: divulgação

O atendimento completo dura 120 horas e o investimento por empresa é de R$ 18 mil – foto: divulgação

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior lançou hoje (6) o programa Brasil Mais Produtivo, com o objetivo de aumentar a produtividade de pequenas e médias indústrias. O programa prevê que as empresas recebam consultoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e adotem técnicas para redução do desperdício no processo de produção. A ação terá investimento de R$ 50 milhões, sendo R$ 25 milhões do ministério e R$ 25 milhões do Senai.

As empresas terão acesso ao método da manufatura enxuta (lean manufacturing), a fim de alcançar redução nos sete tipos de desperdício mais comuns no sistema produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. Até maio, o programa será implantado em dez estados, e, até o fim do ano, em todas as unidades da federação.

O objetivo é que, até o fim de 2017, 3 mil empresas sejam atendidas no país por 400 consultores do Senai. O atendimento completo dura 120 horas e o investimento por empresa é de R$ 18 mil. Desse valor, R$ 15 mil são subsidiados pelo programa e R$ 3 mil serão a contrapartida das empresas. A quantia poderá ser paga com o Cartão BNDES.

As empresas participantes também terão direito, em 2017, a vagas no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) também vai selecionar 867 empresas do programa para integrar as ações de promoção comercial realizadas pelo órgão.

O ministro Armando Monteiro disse que o país precisa de uma política industrial que aumente a competitividade. “Tendo a indústria no centro da estratégia de desenvolvimento do país, é fundamental uma aliança entre o setor privado e o público para elevar a competitividade da economia brasileira. Não um pacto de proteção, ou um pacto que admita a ineficiência”, destacou.

Podem participar indústrias de pequeno e médio porte que tenham de 11 a 200 empregados. Na primeira fase do programa, serão selecionadas empresas dos setores metalmecânico, moveleiro, de vestuário e calçados e de alimentos e bebidas. É preferível que as empresas estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs), ou seja, grupos de empresas destinados a melhorar o desempenho produtivo. Os interessados podem fazer a inscrição no site www.brasilmaisprodutivo.gov.br.

Piloto

O programa foi inspirado em projeto-piloto de 2015 do Senai e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).  A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) também participa do Brasil Mais Produtivo e o Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiam a iniciativa.

O presidente do banco, Luciano Coutinho, disse que, além do cartão BNDES, a instituição credenciará as empresas participantes em duas linhas de crédito, para micro e pequenas empresas inovadoras e que fazem exportações, respectivamente. O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, elogiou o programa mas pediu combate a outros problemas que afetam a produtividade.

“Um dos grandes problemas está fora da empresa, no ambiente de negócios. Esse trabalho nos dará diagnóstico das barreiras foras da fábrica. Nós sabemos quais são: principalmente a burocracia e uma carga tributária irracional”, disse.

Afif defendeu a aprovação do projeto de lei prevendo impostos progressivos para empresas que deixam o Simples, regime de tributação simplificado. “A empresa fica com medo [ao deixar o Simples] de passar para uma tributação superior.”

Por Agência Brasil

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