Dia a dia

Programa Leve Leite para 3 mil famílias em Maués

Conhecida como a “terra da longevidade”, Maués passou a fabricar leite de soja para combater a desnutrição junto às crianças, beneficiando, ainda, idosos e deficientes – fotos: Michael Dantas

Há quase 20 dias desde o seu lançamento, o programa Leve Leite começou a reforçar a alimentação dos moradores do município de Maués (distante a 276 quilômetros de Manaus). O projeto vem garantir que o leite de soja esteja presente em 3 mil residências, a fim de combater a desnutrição de seus habitantes. Em pouco tempo, a ação já é aprovada pelas pessoas.

Entre as famílias beneficiadas, está a da dona de casa Hidiane Soares Lima, 30, que vai às 5h da manhã ao ponto de distribuição do bairro Edem, para buscar dois litros de leite. Ela contou que uma garrafa é para sua família e a outra é para a sua sogra. “Está sendo ótimo, principalmente para as crianças. Elas, que antes saíam sem tomar café, agora têm o leite de soja, que é nutritivo, pode até substituir outros alimentos”, disse Hidiane, que tem quatro filhos, de 13, 9, 12 e 4 anos.

O foco do programa é garantir o reforço na alimentação das crianças de Maués 

No mesmo bairro, uma família de índios saterê-mawê também acrescentou o leite no cardápio do dia a dia. O estudante Enielson da Silva Pereira, 18, é o filho mais velho de uma casa onde há oito crianças, entre irmãos e primos, sendo que a mais nova tem 5 meses. “Nós gostamos do leite de soja, está ajudando na nossa alimentação. Tomamos no café, à tarde no lanche. Está sendo muito bom”, afirmou. Ainda que o foco do programa sejam as crianças, a ação promovida pela prefeitura do município favorece também parturientes, deficientes físicos e idosos. Inclusive, Maués é conhecida como a “terra da longevidade”. O aposentado Manoel Ferreira Ventura, 77, que participa das atividades do Centro de Convivência do Idoso (CCI), no bairro Santa Luzia, está tendo oportunidade de se alimentar com o leite da soja. “Acho bom o leite, me deixa mais forte. Sinto-me bem. Ajuda a fazer as atividades”, ressaltou.

Antonilze Goncalves da Silva, 26, é uma das responsáveis por fazer a entrega do leite para as famílias cadastradas. Ela se diz empolgada com o novo trabalho. “O Leve Leite tem gerado mais empregos, e a maioria aqui foi beneficiada. É bom fazer parte, porque ajuda quem não tem o que comer. A entrega começa às 6h, mas quando a gente chega, as famílias já estão aqui. É muito bom ajudar e ver o sorriso no rosto das pessoas”, frisou. O prefeito de Maués, Júnior Leite, explica que a ideia inicial era usar o sopão, mas optou-se pelo leite de soja pela possibilidade de controlar o valor nutricional. O programa, que já existiu em 2002, foi resgatado e repaginado neste ano. “Há muito tempo vem-se pensando uma iniciativa que tivesse apelo social forte. Escolhemos a soja pelo alto valor nutritivo, por não ter contraindicação, ser fácil de estocar e pela capacidade de produção”, informou.

A produção do leite é feita em uma fábrica localizada em Santa Tereza. O equipamento conhecido como “Vaca Mecânica” transforma a soja em leite, em um processo de dez horas de duração. “Trazemos a soja do Mato Grosso pelo menor preço e a logística ser melhor”, informou.

Manoela Moura

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