Dia a dia

Profissionais de saúde protestam contra atraso de salários na maternidade Balbina Mestrinho

 

As enfermeiras da empresa Total Saúde alegam que estão sem expectativa de quando receberam os salários – foto: divulgação

As enfermeiras da empresa Total Saúde alegam que estão sem expectativa de quando receberam os salários – foto: divulgação

Um grupo de trabalhadores terceirizados dos serviços de saúde pública protestou na manhã dessa sexta-feira (11) em frente à maternidade Balbina Mestrinho, no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus, contra o atraso no pagamento de salários.

As enfermeiras da empresa Total Saúde comentaram sobre as dificuldades que estão passando ao tentar entrar em acordo com a empresa, alegando que a falta de compromisso com o pagamento reflete diretamente no rendimento de todos os funcionários.

“Estamos há dois meses sem receber nossos salários e com dificuldade até para vir trabalhar, pois precisamos de transporte e gasolina. Tentamos ligar para Total Saúde, mas eles dizem que não tem nem previsão de quando vão nos pagar. É complicada essa situação’’, comentou a enfermeira Melinda Marques.

Já a enfermeira Lívia Nunes reforçou a questão da baixa no rendimento e na qualidade do serviço da maternidade, dizendo que a população acaba sendo a maior parte prejudicada com essa situação.

‘’O atendimento está prejudicado porque nós estamos trabalhando com um numero reduzido, além de atrapalhar a qualidade do serviço. Eles (representantes da maternidade) reclamam que graças a nossa manifestação estamos mais atrapalhando do que ajudando. ’’

Assim como Melinda, sua colega de profissão, Lívia disse que é complicado tentar entrar em contato com a empresa e desabafou.

‘’Nós não temos resposta da empresa. Eles apenas dizem que não têm previsão de pagamento e acabamos nos sentindo lesadas. Estamos muito indignadas com essa situação, nós estamos dedicadas a trabalhar sim, mas diante do fato de não recebemos acaba ficando impossível fazer um trabalho de qualidade”.

A equipe do Em Tempo tentou entrar em contato com a Total Saúde, mas o recepcionista disse que os representantes da empresa só estariam disponíveis a partir das 14h.

Situação recorrente

Os casos de manifestações de terceirizados da saúde em Manaus são cada vez mais frequentes. No dia 23 de fevereiro, um grupo protestou em frente ao Instituto da Mulher Dona Lindu, Zona Centro-Sul de Manaus, contra o mesmo problema de atraso no pagamento de seus salários. Na ocasião, os funcionários enfrentaram até a chuva para reivindicar.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informa que as pendências de pagamento com as empresas terceirizadas começariam a ser quitadas até o final da semana.

Já no dia 7 de março, cerca de 100 profissionais, entre enfermeiras, técnicos de enfermagem, maqueiros e serviços gerais participaram da manifestação contra atrasos de salários na da Fundação Hospital Adriano Jorge (Fhaj)
Munidos e cartazes e gritando palavras de ordem, eles pararam o transito por quase duas horas na avenida Carvalho Leal, Zona Sul da capital.

Em nota a direção da Fhaj informou que aguardava a liberação dos recursos, por parte da Secretaria Estadual de Fazenda, para a quitação de pagamentos pendentes com a prestadora de serviço.

Com relação à manifestação na Balbina Mestrinho, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou em nota “que o pagamento da prestadora de serviços de enfermagem que atua na unidade, vem ocorrendo conforme o cronograma de liberação de recursos por parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sefaz). Na quinta-feira (10), a Sefaz realizou novo repasse e a Susam já adotou as providências para efetivação do pagamento à empresa, que deve estar disponível, após os trâmites bancários, na terça-feira (15)”.

Por Daniel Prestes

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