Dia a dia

Professores pressionam governo do AM por aumento salarial e fazem protesto hoje

Sinteam promete mobilizar a categoria em todo o Estado, comprometendo às aulas para mias de 515 mil alunos - foto: Márcio Melo

Sinteam promete mobilizar a categoria em todo o Estado, comprometendo às aulas para mias de 515 mil alunos – foto: Márcio Melo

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) aumentará a pressão sobre o governo do Estado para forçar uma negociação por reajuste salarial. A entidade programou uma manifestação em frente à sede do governo, na Compensa, Zona Oeste, para esta terça-feira, a partir das 8h. A principal reivindicação é o reajuste salarial de 20%. O vencimento base de um professor de início de carreira com Nível Superior e carga horária de 20 horas semanais é R$ 1.634,50. Já o de 40h é de R$ 3.269,49.

“Não houve nenhum cumprimento do que foi acordado em anos anteriores por parte do governo. Nosso plano de saúde deveria sair em fevereiro deste ano, mas não saiu. A data-base e a reposição da inflação no período não nos foram dadas. O acumulado da reposição nos dois anos que estamos sem receber chega a 20%, só contando a inflação”, explicou o presidente do Sinteam, Marcus Libório de Lima, sobre as motivações para o protesto.

De acordo com ele, além de Manaus, também foram convocados a paralisar as aulas nesta terça-feira os professores do interior. A paralisação deverá afetar os três turnos nas escolas estaduais, impactando aproximadamente 515 mil alunos da rede estadual de ensino. “Queremos sentar para conversar e ter uma resposta plausível do governador”, disse Libório.

Providências

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que a audiência marcada entre o governador do Amazonas José Melo e o Sinteam para último dia 23 foi reagendada para o dia 31 deste mês. “Nos dias 22 e 23, o governador José Melo estava em Brasília, onde participou, entre outras agendas, de uma reunião com governadores, presidentes da Câmara e Senado para tratar do Projeto de Lei que estende o prazo para o pagamento da dívida dos Estados com a União”, informou a Seduc.

Sobre a paralisação das atividades nas escolas, o órgão informou que manterá um controle de frequência dos trabalhadores nessa data e a reposição das aulas somente ocorrerá conforme a avaliação da adesão ao movimento.

A nota diz ainda que o plano de saúde está em discussão por uma comissão paritária que foi instituída pelo governo do Estado. Inclusive, desde o ano passado, ocorreram várias reuniões entre a Seduc, Sinteam e operadoras de planos de saúde como a Happy Vida e o Bradesco. A comissão paritária conta com a participação de representantes sindicais e tem como principal atribuição discutir e projetar melhorias para os servidores da Educação Estadual. Tais melhorias estão sendo projetadas levando em consideração as prerrogativas da Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige dos gestores o total rigor para o equilíbrio das contas públicas.

Por Michelle Freitas

 

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