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Professores e enfermeiros protestam por PCCS em frente à prefeitura de Manaus

Cerca de 90 profissionais do Seeam empunhavam faixas e gritavam por melhores condições de trabalho – fotos: Cecília Siqueira

Cerca de 90 profissionais do Seeam empunhavam faixas e gritavam por melhores condições de trabalho – fotos: Cecília Siqueira

Professores e profissionais de enfermagem realizaram na manhã desta terça-feira (23) uma manifestação em frente à sede da Prefeitura de Manaus, localizada na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste.

Cerca de 90 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ligados ao Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Amazonas (Seeam) empunhavam faixas e gritavam por melhores condições de trabalho, ameaçando uma possível paralisação da categoria.

De acordo com o presidente do Seeam, Sidclay Silva, a principal reivindicação do ato é a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria, que era para ter sido revisada no início deste ano.

“As reivindicações de 20 anos da categoria estão sendo aguardadas e vão ser contempladas agora, uma promessa de 2008. Nós queremos acelerar e fazer com que o prefeito mande essa mensagem para a Câmara, para que seja votada e acabe logo. Era para ter feito em abril e já estamos quase em outubro. Essa revisão é uma promessa anterior”, disse Silva.

 

protesto

Aprovação

Já os professores, da rede municipal, pedem a aprovação de novos PCCS. Além disso, de acordo com Lambert Melo, coordenador de comunicação da Associação Movimentos de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), os educadores da Secretaria Municipal de Educação (Semed), querem a reposição do duplo auxílio-alimentação.

“A lei foi aprovada no dia 12 de setembro deste ano, quando o prefeito disciplinou o pagamento do auxílio-alimentação para todos os servidores. Agora, ele está retirando dos servidores o direito de receber dois auxílios-alimentação na dupla jornada. No caso dos professores, nós tínhamos conquistado esse direitos com nossas greves e lutas desde 2005”, informou Melo.

Ainda de acordo com Lambert, o prefeito Artur Neto reduziu 10% do vencimento básico dos professores sem dar maiores explicações à categoria, o que, segundo ele, é uma afronta à constituição.

“Nós não aceitamos isso. O prefeito simplesmente reduziu. A constituição não permite a redução de salários. Esse valor retirado, ele está pagando aos educadores como se fosse uma gratificação por prática docente. Nós vamos ter prejuízo futuramente, pois todos os cálculos são feitos em cima do vencimento, como a aposentadoria, 13º salários e outros auxílios. Estamos tendo um prejuízo financeiro muito grande para o prefeito economizar dinheiro que nós não sabemos nem para onde vai”, desabafou.

A reportagem do EM TEMPO Online entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) e foi informada que a prefeitura não irá se manifestar em nenhum dos dois casos, pois as pautas com as reivindicações não foram entregues pela Seeam e Asprom.

Por Cecília Siqueira (EM TEMPO Online)

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