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Professores do Estado protestam por melhorias salariais em frente à sede do governo

A manifestação aconteceu na frente da sede do governo, na Compensa – foto: Michelle Freitas

A manifestação aconteceu na frente da sede do governo, na Compensa – foto: Michelle Freitas

Aproximadamente 500 professores da rede estadual de ensino realizaram na manhã desta terça-feira (29), em frente à sede do governo do Amazonas, na, Compensa, Zona Oeste de Manaus, uma manifestação pedindo melhorias trabalhistas e a presença e diálogo com o governador José Melo.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório, ao menos 25 mil servidores na capital aderiram ao movimento, já no interior, 11 municípios decidiram paralisar suas atividades.

“A primeira reivindicação que temos é o não cumprimento do Estado em relação a nossa negociação. A nossa data-base, que é 1º de março, ainda está pendente. Tanto a do ano passado quanto a deste ano, que ainda nem começamos a negociar. O Estado, nesses dois anos, não deu uma resposta plausível. Outra reivindicação é o plano de saúde que estava certo para sair em fevereiro deste ano e não saiu”, disse.

De acordo com Libório, algumas escolas da capital ficaram sem aula na manhã de hoje, bem como nos turnos da tarde e noite. O mesmo aconteceu nos munícios que aderiram ao movimento. O presidente do Sinteam destacou que já tentaram diálogos com o secretário de Estado de Educação do Amazonas, Rossieli Soares da Silva, mas não ficaram satisfeitos com as propostas, agora a categoria pede uma reunião com o governador José Melo.

“Eles alegam que não tem recursos, mas nós não vamos pagar o preço pela crise, não vamos aceitar mais um ano sem reajuste. Queremos que o governo cumpra o que foi acordado e que deem pelo menos a reposição da inflação, que hoje está acumulada em quase 20%. Nem isso o governo está cumprindo”, comentou.

Caso o governador José Melo não negocie com a categoria, Libório afirma que os professores farão uma assembleia e podem anunciar uma greve geral.

O secretario Rossieli informou que na semana passada chegou a receber uma comissão de professores e que os diálogos estão abertos. Ele afirmou que nesta quinta-feira (31) o sindicato será recebido pelo governador José Melo. “Mesmo nesse momento difícil, o governo não está fechado a conversar, pelo contrário o governador José Melo vai atendê-los na quinta-feira”, comentou.

Rossieli justificou que, no momento, o Estado vive queda de arrecadação e por isso estaria tendo dificuldade para aumentar os salários da categoria e tirar do papel o plano de saúde.

Por Michelle Freitas

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