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Professores do Estado e município protestam por reajuste salarial

A manifestação seguiu de Semed até Aleam – fotos: Michele Freitas e Henderson Silva

A manifestação seguiu de Semed até Aleam – fotos: Michelle Freitas e Henderson Martins

Professores das redes estadual e municipal de ensino realização na manhã desta terça-feira (15) protesto visando o reajuste salaria da categoria. Além de uma manifestação envolvendo cerca de 300 profissionais, houve paralisação didática das atividades também nas salas de aula em várias escolas da capital.

A manifestação foi promovida pela Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), e seguiu de frente da Secretaria Municipal de Educação (Semed), em Adrianópolis, onde começou, até a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), em Flores, ambos na Zona Centro-Sul, onde os participantes tentaram o apoio dos parlamentares.

“Estamos atendendo à convocatória da nossa confederação, que orientou três dias de paralisação nacional, mas aqui estamos fazendo apenas um e canalizamos a manifestação para as campanhas salariais, tanto no Estado quanto no município, onde estão sendo pedidos reajustes de 30% e 20%, respectivamente”, explicou o professor Lambert William Melo, 49, coordenador de comunicação da Asprom.

Perguntado se o mento é propício para a categoria pedir aumento, devido à crise em que se encontra o país, Melo argumentou que o problema é muito mais político que econômico e que há recursos para o reajuste da classe.

“Existe um grupo da direita conservadora no Brasil que tenta tomar o poder para o qual não foi eleito e está causando essa desestabilização no país. Mas nós entendemos que há dinheiro para a educação, pois o recurso do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) está depositado tanto na conta do governo quanto da prefeitura e não pode ser usado para outros fins. Por isso estamos exigindo que seja usado para a finalidade ao qual é devido”.

Os manifestantes levaram um caixão preto na caminhada, simbolizando o enterro da indignação dos professores, que lutam desde o ano passado sem resultados, para renascer na esperança a luta pela mudança, como faz ima fênix.

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Mesmo não acompanhando a manifestação da Asprom, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) também fez o seu protesto, com uma paralisação didática nas escolas. A entidade também tem um ato programado para a tarde desta terça, em frente à Secretaria Estadual de Educação (Seduc), no japiim, Zona Sul.

Eles pretendem cobrar cumprimento da data base 2015 e 2016 da categoria e a implantação de um plano de saúde prometido pelo governador do Estado, José Melo.

“Entendemos que, pelo fato do sindicato ter ficado parado durante muitos anos, essa mobilização dele, hoje, talvez possa ter um aspectos positivo para luta d categoria em direção ao nosso reajuste”, comentou o professor Lambert Melo.

“No dia 25 de fevereiro, nós fomos à Seduc, mas não fomos recebidos pelo secretário, por isso estamos buscando essa conversa diretamente com o governador e viemos à Aleam exatamente buscar o apoio dos deputados para esta causa”, acrescentou.

Por meio de nota, a Semed informou que “a prefeitura de Manaus sempre tem buscado a valorização dos educadores e oferecido reajuste salarial acima da inflação. No ano passado, foi concedido um reajuste de 9,5% e, em janeiro deste ano, houve elevação de 10% no auxílio alimentação dos educadores da rede”. A nota destacou ainda que “data-base da rede é em maio e que serão analisadas as reivindicações da categoria, levando em consideração a realidade orçamentária, por conta da crise”.

Já a Seduc informou “que as reivindicações apresentadas pelo Sinteam já vêm sendo discutidas por uma comissão paritária que foi instituída pelo governo do Estado, que tem como atribuição discutir e projetar melhorias para os servidores da educação estadual”.
A nota diz ainda que “por parte do Governo do Estado um conjunto de benefícios foi assegurado recentemente à categoria, dentre os quais a revisão completa do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Seduc”.

Com relação à remuneração, foi argumentado que, “no Amazonas, o piso salarial dos professores da rede pública estadual (R$ 3.269,50 pelo regime de 40h semanais) é 53,09% maior que o piso estipulado para ao país, fixado no dia 14 de janeiro do ano corrente pelo Governo Federal em R$ 2.135,64 para o mesmo regime de 40h”.

A Seduc também destacou que “o funcionamento regular das escolas não foi afetado e que o presidente do sindicato, Marcus Libório, e os demais representantes do Sinteam serão recebidos pelo secretário de educação”.

Por equipe EM TEMPO online

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