Dia a dia

Professores de Manaus preparam ato para reivindicar salários

O manifesto está previsto para iniciar em frente à sede da prefeitura municipal, na avenida Brasil - foto: Marcio Melo

O manifesto está previsto para iniciar em frente à sede da prefeitura municipal, na avenida Brasil – foto: Marcio Melo

Para reivindicar reajustes salariais atrasados, a Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom) vai realizar um ato público, na próxima quinta-feira (31), em frente à sede da Prefeitura de Manaus e do governo do Estado, a partir das 8h30. A classe busca abrir um diálogo diretamente com o prefeito Arthur Neto (PSDB) e o governador José Melo (Pros) sobre reajustes para categoria.

O ato público é motivado pelas pautas de reivindicações de servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que tem 16 itens em pauta e Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com 14 itens, tendo destaque para os reajustes salariais, em ambas. O manifesto está previsto para iniciar em frente à sede da prefeitura municipal, na avenida Brasil, e depois seguirá para a sede do governo do Estado, na mesma via.

Segundo informações do coordenador de comunicação da Asprom, Lambert Melo, outras formas de resolução do problema foram tentadas. “Já tínhamos buscado dialogar com os secretários de cada órgão, mas o titular da Seduc (Secretaria de Estado de Educação) não nos recebeu, por isso agora vamos atrás do governador. E no caso da Semed (Secretaria Municipal de Educação) nós fomos recebidos pela secretária Kátia, mas ela disse que não tem dinheiro para fazer os reajustes e agora vamos buscar conversar com o prefeito”, disse.

Pautas

Lambert detalhou que, atualmente, os servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) cobram 20% de reajuste salarial, sendo 13% da reposição da inflação, o que resulta em 7 % de aumento real de salário. A categoria alega que o reajuste é referente à data base de maio de 2015.

Já no caso da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a categoria reivindica 30% por cento de reajuste, referente a 24 meses de data base atrasada, desde março de 2014. Desse reajuste 18% é referente a reposição da inflação, resultando no aumento real de salário de 12%.

Além dos reajustes, mais dois itens, um em cada secretaria, recebeu destaque, segundo Lambert. “Pelo lado da Semed, queremos retorno de pagamento de 10% que foi retirado do nosso vencimento básico em 2014 pelo prefeito. Atualmente está sendo pago como gratificação, mas queremos que volte a ser pago no vencimento básico. Na questão da Seduc, temos queremos o plano de saúde gratuito, que não abrimos mão esse ano”, concluiu.

Em nota, a Semed rebateu as declarações afirmando que “os professores da rede municipal não estão há 12 meses sem reajuste salarial. No ano passado, foi concedido um reajuste de 9,5% e, em janeiro deste ano, houve elevação de 10% no auxílio alimentação dos educadores da rede”, diz o texto.

O órgão informou ainda que Todos os reajustes foram devidamente pagos e que a data–base da rede é em maio. Mesmo assim serão analisadas as reivindicações da categoria, levando em consideração a realidade orçamentária, por conta da crise.

A reportagem tentou contato com a Seduc, mas não obteve sucesso.

Por Joandres Xavier

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir