Dia a dia

Professores das redes municipal e estadual se reúnem para discutir reajuste salarial

Assembleia promovida pela Asprom pretende discutir reajuste salarial - foto: Márcio Melo

Assembleia promovida pela Asprom pretende discutir reajuste salarial – foto: Márcio Melo

Uma assembleia prevista para ocorrer a partir das 16h de hoje (23), na igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no conjunto Vila Nova, bairro Cidade Nova, Zona Norte, pretende reunir aproximadamente 400 professores das redes municipal e estadual de ensino, para discutirem sobre o reajuste salarial. Conforme a Associação do Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), a categoria está sem reajuste há mais de 24 meses.

De acordo com o diretor de comunicação da entidade, Lambert Melo, diálogos anteriores foram tentados, mas sem sucesso, com os secretários municipal e estadual de educação. Um grupo de professores, inclusive, se reuniu com o líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado David Almeida (PSD) para tentar uma negociação diretamente com o governador do Amazonas, José Melo (Pros).

“Tentamos conversar, mas não conseguimos respostas. Amanhã (hoje), estaremos reunidos para discutir sobre que soluções devemos tomar de agora em diante. Professores da Seduc, estão sem reajuste há mais de 24 meses, esse reajuste deve ser de 30%. Já professores da Semed, estão aguardando reajuste de 20%. Tentamos também uma audiência direta com o governador, mas até o momento estamos sem respostas”, explicou.

Posicionamento

O AGORA, entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), que informou que os professores do município receberam no ano passado, um reajuste equivalente a 9,5% e, em janeiro deste ano, uma elevação de 10% no auxílio-alimentação. Todos os reajustes foram devidamente pagos pela secretaria. Em nota, a secretaria destacou ainda que a data-base da rede municipal de ensino é em maio e que serão analisadas as reivindicações da categoria, levando em consideração a realidade orçamentária, por conta da crise.

Já a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), ressaltou que as discussões de pautas têm sido com representantes da entidade que representa de forma legítima a classe dos profissionais da educação no Amazonas, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). Um conjunto de benefícios foi assegurado recentemente à categoria, dentre os quais a revisão completa do plano de cargos, carreira e remuneração da Seduc.

Com relação à remuneração salarial, no Amazonas, o piso salarial dos professores da rede pública estadual (R$ 3.269,50 pelo regime de 40h semanais) é 53,09% maior que o piso estipulado para ao país, fixado no dia 14 de janeiro do ano corrente pelo Governo Federal em R$ 2.135,64 para o mesmo regime de 40h.

Por Luis Henrique Oliveira/do AGORA

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