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Professores das redes municipal e estadual protestam por reajuste da categoria

Os professores reivindicam 30% de reajuste salarial, auxílio-transporte integral, plano de saúde e auxílio-alimentação por turno de trabalho - Foto: Divulgação

Os professores reivindicam 30% de reajuste salarial, auxílio-transporte integral, plano de saúde e auxílio-alimentação por turno de trabalho – Foto: Divulgação

Aproximadamente 400 professores das redes de ensino municipal e estadual realizaram na manhã desta quinta-feira (17), uma manifestação cobrando melhores condições de trabalho e reajuste salarial, que segundo a categoria, está há dois anos sem alteração na folha de pagamento.

O grupo se concentrou na praça Heliodoro Balbi, a ‘Praça da Polícia’, por volta de 8h, e seguiu em caminhada pela avenida Sete de Setembro até o Paço Municipal, por volta de 10 h.

Um dos líderes da organização ‘Professores Unificados’, Gervaldo da Silva, informou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) não está realizando assembleias abertas pelos diretos dos educadores. “Estamos aqui para pressionar o sindicato. O ato público é uma pauta nacional. Queremos melhorias no nosso trabalho, mais segurança sem assédios morais”, disse.

Os professores da rede pública estadual reivindicam 30% de reajuste salarial, auxílio-transporte integral, plano de saúde e auxílio-alimentação por turno de trabalho. Já os professores do município querem reajuste salarial de 20%, melhorias no auxílio-alimentação, auxílio-transporte e no plano de saúde dos servidores.

Raimundo Oliveira, 31, professor da rede municipal disse que todos os profissionais que atuam na área não são respeitados. “Nós reivindicamos nossos direitos. Merecemos que pelo menos 20% do nosso salário seja ajustado”, disse.

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Além do movimento ‘Professores Unificados’, a manifestação da categoria foi promovida pelos movimentos ‘Vem pra Rua pela Educação’, ‘Luta Educador’, Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (Movtte) e Movimento de Luta Independente dos Professores de Manaus (MLIPM).

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) afirma que a prefeitura de Manaus já ofereceu reajuste salarial acima da inflação. “No ano passado, foi concedido um reajuste de 9,5% e, em janeiro, deste ano, houve elevação de 10% no auxílio alimentação dos educadores da rede. Todos os reajustes foram devidamente pagos pela secretaria.

A Semed também disse que a data-base da rede é em maio e que serão analisadas as reivindicações da categoria, levando em consideração a realidade orçamentária, por conta da crise. O órgão possui, atualmente, mais de 12 mil professores. O ato ocasionou uma paralisação parcial de cinco, das 494 unidades escolares da rede municipal de ensino.

O Sinteam informou em nota que repudia qualquer tentativa de depredação na sede do sindicato, ocorrida na manhã de hoje, por parte de pessoas que se dizem de movimentos que não concordam com a direção da entidade, colocando em risco a vida das pessoas que se encontravam no local e ameaçando a direção. E que direção vai registrar um boletim de ocorrência denunciando o ocorrido e espera que providências sejam tomadas.

A equipe EM TEMPO Online tentou entrar em contato com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mas até o presente momento não obtivemos resposta.

Audiência Pública

O deputado José Ricardo (PT) convidou a categoria dos professores, bem como gestores e estudantes para participar da audiência pública na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), no próximo dia 21 de março, conforme requerimento encaminhando pelo parlamentar no início deste mês, para debater as metas do Plano Estadual de Educação, bem como o cumprimento da data-base e várias outras reivindicações dos professores da rede estadual de ensino.

“Um espaço para ouvir os professores, os gestores e os estudantes das escolas estaduais. Precisamos saber se o não pagamento da data base é falta de recursos ou o limite prudencial imposto na Lei de Responsabilidade Fiscal ou ainda problemas de gestão”, concluiu.

Por Lindivan Vilaça

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